O prodígio de Pellegrino Matarazzo: vencedor da Taça do Rei em só seis meses

O prodígio de Pellegrino Matarazzo: vencedor da Taça do Rei em só seis meses

Reviva os momentos do jogo

Depois da partida de Imanol Alguacil, a direção txuri-urdin optou por outro elemento da casa, Sergio Francisco. Este manteve-se ao leme por 18 partidas, 16 da LaLiga e duas da Taça do Rei. O conjunto hesitava, revelava fadiga e aproximava-se mais da luta pela permanência do que das posições europeias, após triunfar em apenas quatro encontros, empatar outros quatro e ceder em oito, incluindo os derradeiros três seguidos (diante do Villarreal, Alavés e Girona). Os líderes optaram então por uma viragem.

Após um interregno com Ansotegi, o selecionado para impulsionar o navio blanquiazul foi um técnico sem notoriedade em Espanha, de sobrenome italiano e origem norte-americana: Pellegrino Matarazzo, que construiu uma trajetória discreta como atleta na Alemanha, ganhando relevo como orientador do Estugarda e do Hoffenheim. Ninguém, nem o mais confiante, previra o atual patamar da Real Sociedad, em sétimo na tabela e já com o cetro da Taça do Rei conquistado.

As diferenças saltam à vista...

Na LaLiga, desde que assumiu, ganhou sete dos 14 desafios realizados, cedeu só em três e igualou os outros quatro. O rácio de sucessos atinge os 50%, o dobro do registado com Sergio Francisco. A média de pontos por partida é de 1,8, contra os 1,0 do predecesor. Além disso, o grupo exibiu mais acutilância no ataque: 28 golos marcados, ou seja, dois por jogo, em comparação com os 20 e 1,25 da fase inicial da temporada.

O ápice, sem dúvida, veio com o triunfo na Taça do Rei. Passadas as duas rondas iniciais ante rivais de divisões inferiores, Matarazzo pegou nas rédeas nos oitavos. Estreou-se ante o Osasuna a 13 de janeiro num 2-2 que aos 45 minutos era 0-2. Turrientes encurtou e Zubeldia, no 90+2, levou ao extra-time. Avançou nos penalties. Seguidamente, nos quartos, despachou o Alavés ao impor-se por 2-3, com um tento de Oskarsson a dez minutos do apito final. Nas meias-finais, em formato de ida e volta, afastou o rival de sempre, o Athletic, batendo-o em San Mamés por 0-1 e confirmando em casa com um 1-0. Na final, tras um 2-2 nos 90 minutos, mais uma vez os penalties o consagraram como ícone do banco guipuscoano.

Em meros 19 jogos no comando, Pellegrino Matarazzo alterou por completo o aspeto e o destino de uma Real Sociedad que na vindoura época regressará à Liga Europa com um troféu na bagagem. Alcançar mais em período menor? Inconcebível.