O futebol rock'n'roll de Andoni Iraola e o que ele pode oferecer ao Liverpool

O futebol rock'n'roll de Andoni Iraola e o que ele pode oferecer ao Liverpool

O treinador espanhol ganhou uma grande reputação nos últimos três anos à frente do Bournemouth, um clube com meios escassos mas com elevadas aspirações. Conseguiu implementar um estilo de jogo que atraiu os dirigentes dos reds, que acumulam no seu historial 20 títulos da Premier League inglesa e seis entre a Liga dos Campeões e as Taças dos Campeões Europeus.

Depois da temporada desapontante de Slot, a escolha recai numa abordagem ofensiva, com pressão intensa e ataques muitas vezes fulminantes. Para vários adeptos, isso representa um retorno às raízes da bem-sucedida era de Jürgen Klopp (2015-2024).

A recordação do técnico alemão continua bem presente na memória dos fãs e pairou ao longo da última época, na qual outro ícone desse período, o atacante egípcio Mohamed Salah, expressou a sua nostalgia de "uma equipa ofensiva, heavy metal, que infunde receio nos rivais".

Iraola: do passado ao presente

Enquanto jogador, Iraola atuou como médio convertido a lateral direito e alinhou em sete partidas pela seleção espanhola. Envergou a camisola do Athletic Bilbau, o seu clube de sempre, em mais de 500 jogos, até se aposentar na temporada 2015-2016 ao serviço do New York City, nos Estados Unidos.

De seguida, começou a sua trajetória como treinador longe da ribalta, primeiro no clube cipriota AEK Larnaca (2018-2019) e depois no Mirandés (2019-2020), na segunda liga espanhola, antes de se destacar no Rayo Vallecano (2020-2023).

Conduziu o Rayo à promoção logo na primeira temporada, às meias-finais da Taça do Rei na segunda e colocou-o no 11.º lugar da Liga na terceira e última temporada.

Um exemplo promissor

Natural de perto de San Sebastián, seguiu para a Premier League para assumir a liderança do Bournemouth. Sob a sua orientação, os Cherries aumentaram a sua contagem de pontos em cada temporada, até alcançarem o sexto lugar na última edição da Premier League, com 57 pontos, menos três que o Liverpool, o que lhes garantiu uma inédita presença na Liga Europa.

A brilhante época do Bournemouth adquire ainda maior relevância considerando que, antes do seu começo, perdeu três jogadores titulares na defesa (Dean Huijsen, Milos Kerkez, Illia Zabarnyi) e no mercado de janeiro viu partir a sua estrela Antoine Semenyo.

No Liverpool, vai liderar um balneário sem Salah e Ibrahima Konaté, e que estará privado por vários meses do lesionado Hugo Ekitiké. Um dos seus objetivos será descobrir a chave para que Alexander Isak e Florian Wirtz, reforços de relevo da temporada anterior, voltem ao seu melhor rendimento.

Para Iraola, este novo capítulo representará igualmente treinar pela primeira vez uma equipa na Liga dos Campeões, e fá-lo-á à frente de uma das instituições com maior história e prestígio do futebol europeu.