Mundial 2026: Yassine Bounou acredita que a confiança marroquina será determinante na prova

Mundial 2026: Yassine Bounou acredita que a confiança marroquina será determinante na prova

Os Leões do Atlas vão enfrentar o Brasil na estreia, no MetLife Stadium. Para além do Brasil, Marrocos, que está no Grupo C, vai também jogar contra o Haiti e a Escócia.

Marrocos qualificou-se para a fase final do Mundial por sete vezes: 1970, 1986, 1994, 1998, 2018, 2022 e 2026.

O seu melhor desempenho foi em 2022, quando terminou em quarto lugar, tornando-se a primeira nação africana e árabe a atingir as meias-finais de um Mundial.

Na edição de 2022, Marrocos fez a melhor campanha de sempre de uma equipa africana na história do Mundial. Derrotou a Bélgica, a Espanha e Portugal para chegar às meias-finais, acabando por ficar na quarta posição.

Qualidade de Marrocos mantém-se

De volta à edição de 2026, o veterano Bounou, que será o líder da equipa, acredita que os Leões do Atlas farão uma boa campanha.

"A qualidade dos jogadores mantém-se presente" afirmou Bounou à FIFA.

"A mentalidade correta também estará presente, porque é um Mundial, e todos os jogadores sonham em disputá-lo. Para alguns, poderá ser a última oportunidade. Para outros, será a estreia", acrescentou.

Sobre se Marrocos tem possibilidades de vencer o Mundial, Bounou comentou: "Sejamos realistas, há seleções que são favoritas em relação a nós. Da nossa parte, estamos neste percurso de crescimento desde 2022, por isso vamos tentar continuar assim. Depois disso, ninguém sabe até onde podemos ir."

Bounou acrescentou: "Sentimos que ainda somos respeitados, e isso deve dar-nos confiança. Penso que agora temos uma fé que talvez antes não tínhamos, enquanto seleção africana."

Marrocos quer fazer história

Recordando a edição de 2022 no Catar, Bounou, que atua no Al Hilal da Liga Saudita, disse: "Em 2022, o ambiente foi verdadeiramente incrível. Todos estávamos determinados a marcar a história do futebol marroquino e africano."

Bounou não baixou o seu nível. Nos últimos 37 jogos pela seleção, o guarda-redes do Al Hilal sofreu apenas 14 golos, com uma média de 0,37 golos por jogo.

"Provavelmente estou agora um pouco melhor preparado mentalmente, graças à minha experiência. O meu principal objetivo é enfrentar a competição com verdadeiro prazer, dar o meu melhor e, acima de tudo, não ter qualquer arrependimento", garantiu o antigo guarda-redes do Sevilha.

"No Mundial 2026, Marrocos voltará a marcar o futebol mundial. Tenho a certeza de que o povo marroquino se sentirá orgulhoso e satisfeito com a equipa. Oxalá possamos alcançar algo realmente grande novamente, como fizemos em 2022", concluiu.

Marrocos estreou-se no palco mundial no Mundial do México, em 1970. Apesar de ter sido eliminado na fase de grupos, conseguiu um empate meritório de 1-1 frente à Bulgária e mostrou que podia competir com seleções consolidadas.

Depois de enfrentar o Brasil, Marrocos vai jogar contra a Escócia no estádio de Boston, a 19 de junho, antes de encerrar a fase de grupos frente ao Haiti no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta, a 24 de junho.