Mundial 2026: Vini Júnior e Bruno Guimarães apontam defeitos ao relvado do MetLife, estádio da final

Mundial 2026: Vini Júnior e Bruno Guimarães apontam defeitos ao relvado do MetLife, estádio da final

Relembre aqui os momentos do jogo

Em declarações aos jornalistas, Vini Júnior salientou que o calor tornou o relvado seco. As condições do terreno devem ter afetado diretamente o ritmo de jogo da equipa orientada por Carlo Ancelotti.

"Devido ao tempo, ao calor, a relva acaba por secar muito depressa e o jogo fica muito lento. Nós não conseguimos ter ritmo de jogo. Isso dificulta-nos porque queremos jogar, queremos mover a bola de um lado para o outro e isso prejudica o nosso jogo", afirmou o camisola 7, que marcou o golo do Brasil no encontro.

"Mas vamos ter de nos adaptar. Acredito que será assim durante toda a competição, já que todos vão jogar no mesmo campo. Por isso vamos melhorar, evoluir e alcançar grandes vitórias", projetou Vini Júnior.

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Questionado pelo Flashscore acerca do mesmo assunto, Bruno Guimarães foi mais direto e falou abertamente sobre as condições abaixo do esperado do terreno escolhido para receber a estreia da canarinha no Mundial.

"(Influenciou) bastante. O relvado era mesmo mau. Acho que estava muito quente, ficou muito seco e acabou por nos prejudicar. Mas estava seco para as duas equipas, mau para ambas. Mas, sem dúvida, não estava nas melhores condições", atirou o médio brasileiro.

As críticas ao relvado não são novidade no MetLife Stadium. O estádio lida com esta desconfiança desde a era do piso sintético da NFL e continua a ter esse problema nos jogos de futebol, mesmo após a mudança para a relva natural.

A qualidade do campo já tinha irritado jogadores e treinadores na Copa América e no Mundial de Clubes, incluindo o técnico português Abel Ferreira, do Palmeiras, que manifestou publicamente a sua preocupação na altura, e não passou incólume no primeiro teste do Mundial de seleções, a maior competição de futebol do planeta.

Alteração em maio

O MetLife Stadium passou a ter relva natural para os jogos do Mundial realizados no local, incluindo a grande final, em maio deste ano, mais precisamente no passado dia 7.

O novo relvado, que substitui a relva artificial usada nos jogos de futebol americano (NFL), foi cultivado durante vários meses na Carolina do Norte, com o objetivo de satisfazer os padrões do principal torneio de futebol do mundo.

No momento da instalação, um grupo de trabalho da FIFA declarou que as investigações da entidade, incluindo trabalhos realizados num campo coberto no Tennessee, garantiriam que a superfície de jogo cumprisse os padrões exigidos. O que, na prática, no primeiro jogo, acabou por ser contestado pelos atletas.