Mundial 2026: Seleção argentina de 2022 relembra "a pior palestra do mundo"
Recorde aqui o confronto Argentina-França
"Estávamos a olhar para o Scaloni, que estava a falar", recordou Emiliano Dibu Martínez perante a câmara. O técnico dizia-lhes para atacar pelo lado esquerdo. A palestra durou apenas "dois minutos", garante o guarda-redes.
"'Bem, quero dizer-vos...', e começou a chorar, a chorar, e quando tentava falar, ainda pior", acrescentou o atleta do Aston Villa.
Esta anedota é um dos momentos mais marcantes da minissérie documental "O Método Scaloni", lançada na semana passada e que relata, em três episódios, como o carisma de Scaloni motivou a seleção a triunfar no Catar em 2022.
Vestindo a sua camisola do Inter Miami, a estrela Lionel Messi relembrou o episódio entre risos e afirmou que o selecionador, incapaz de falar devido ao choro, passou a palavra a Pablo Aimar, antigo jogador do Benfica e da seleção e um dos adjuntos.
Mas Aimar também chorava e dizia "eu também não, eu também não consigo", contou Leo.
"Não sei se alguém acabou por dizer alguma coisa", acrescentou o antigo jogador do Barcelona.
Quando não conseguíamos falar
Walter Samuel, ex-defesa central e outro membro da equipa técnica de Scaloni, relembrou a tensão e as lágrimas que precederam esse histórico triunfo nos penáltis, que deu à Argentina o seu terceiro troféu.
"Não conseguíamos falar. Acho que foi a pior palestra técnica do mundo", contou Samuel, a rir.
Para o médio Rodrigo De Paul, a reunião antes do jogo atingiu o seu objetivo, apesar de nenhum dos técnicos, dominados pela emoção, ter conseguido falar.
"Foi uma palestra técnica à sua maneira, transmitiu certamente o que queria. Por vezes não é preciso dizer muito para percebermos. Sabe qual a tecla certa a tocar em cada um de nós. Tornar melhor a pessoa para tornar melhor o jogador, esse é o método", disse o companheiro de Messi no Inter Miami.