Mundial-2026: Ronwen Williams, o guardião com "anjo da guarda" que ameaça o Canadá

Mundial-2026: Ronwen Williams, o guardião com "anjo da guarda" que ameaça o Canadá

Acompanhe aqui as incidências do encontro

O guarda-redes de 34 anos, que também é o capitão da equipa, construiu a sua reputação a defender penáltis e realizou defesas decisivas tanto ao serviço do clube como da seleção.

Pode ser um fator determinante se o jogo inaugural dos oitavos de final contra o Canadá, em Los Angeles, no domingo, for decidido por penáltis após um empate no final do prolongamento.

Williams defendeu quatro penáltis numa só decisão em 2024 frente a Cabo Verde nos quartos de final da Taça das Nações Africanas, numa exibição individual dramática que lhe valeu o prémio de melhor guarda-redes do torneio.

Repetiu a façanha no jogo de atribuição do terceiro lugar, quando a África do Sul conquistou o bronze ao vencer a RD Congo nos penáltis, com Williams a realizar duas defesas acrobáticas.

Já no mês passado, na final da Liga dos Campeões Africanos, Williams defendeu um penálti nos instantes finais para garantir que o seu clube, o Mamelodi Sundowns, se sagrasse campeão continental.

Tem também um registo vitorioso em decisões por penáltis no futebol sul-africano.

"É preciso ser um estudante do jogo, foi isso que aprendi ao longo dos anos", afirmou Williams, que atribui o seu sucesso ao estudo regular dos marcadores de penáltis. Conta ainda com o apoio dos analistas da equipa.

"Enviam-me tantos vídeos que o meu telemóvel está cheio. Não é fácil arranjar imagens de alguns jogadores porque jogam em todo o mundo".

Antes de um jogador marcar um penálti contra si, Williams costuma provocar um pouco o adversário. "Tenta-se baralhar-lhes a cabeça e deixá-los indecisos", explicou.

Deslocar-se ao longo da linha de golo e agitar os braços é outra forma de tentar desconcentrar o adversário.

"Os jogadores sabem que também os estamos a estudar. A baliza é tão grande que os jogadores deviam marcar, por isso temos de fazer tudo para que pareça mais pequena", acrescentou.

Williams também procura inspiração antes de cada penálti, olhando para o céu. O seu irmão Marvin morreu num acidente de viação quando Williams tinha 18 anos. "Às vezes peço-lhe que tome conta de mim e me mostre para que lado devo ir. Ele é como o meu anjo da guarda", disse.