Raio-X dos gols do Japão: velocidade, lado direito e infiltrações pelo meio
- Alemanha
- Anthony Elanga
- Ayase Ueda
- Brasil
- Campeonato do mundo
- Carlo Ancelotti
- Copa do Mundo de Clubes FIFA
- Daichi Kamada
- Hiroki Ito
- Japão
- Keito Nakamura
- Países Baixos
- Rayan
- Suécia
- Virgil Van Dijk
- Zion Suzuki
- Brasiliense FC Taguatinga
- Germany National Team
- Netherlands National Team
- Sweden National Team
Depois da campanha histórica no Catar, quando eliminou Alemanha e Espanha na primeira fase, os japoneses fizeram um caminho mais discreto desta vez. Buscaram o empate duas vezes com os Países Baixos na estreia, golearam a Tunísia por 4 a 0 e fecharam a fase de grupos com um empate por 1 a 1 diante da Suécia — resultado que só foi possível graças às defesas decisivas do goleiro Zion Suzuki.
Confira a tabela da Copa
A força do elenco aparece na origem dos jogadores. Os 11 titulares contra os suecos atuavam em clubes europeus, entre eles Daichi Kamada, do Crystal Palace, e Hiroki Ito, do Bayern de Munique. O projeto da federação japonesa segue mirando o título mundial até 2050, mas a evolução da equipe já coloca o Brasil diante de um adversário organizado e com um modelo de jogo muito claro.
O raio-X dos gols mostra que o lado direito é o principal ponto de partida das jogadas. A bola circula rapidamente, quase sempre sem condução longa, até chegar aos arredores da área. A partir daí, o ataque afunila pelo meio ou inverte para a esquerda, explorando a movimentação dos atacantes. Para o Brasil, isso significa testar a proteção do setor central, especialmente a cobertura feita pelos volantes sobre a entrada da área.
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Contra os Países Baixos, Keito Nakamura abriu o placar com um chute da meia-lua. Já Kamada marcou de cabeça após cobrança de escanteio nos minutos finais.
Um aspecto chama atenção: o Japão costuma crescer depois do intervalo. Cinco dos sete gols marcados (71%) saíram no segundo tempo. A única exceção foi a goleada sobre a Tunísia, quando a equipe entrou em campo com intensidade desde o início.
O primeiro gol saiu aos quatro minutos em uma jogada típica dos japoneses. A bola deixou a defesa pelo lado direito e, em apenas três passes, chegou à entrada da área. Houve inversão para a esquerda, cruzamento fechado e conclusão para as redes. O segundo gol, marcado por Ayase Ueda, também nasceu pela direita, com finalização da entrada da área. Depois do intervalo, os outros dois gols seguiram praticamente o mesmo roteiro: transições rápidas e poucos toques. O quarto foi mais um cabeceio de Ueda — dois dos sete gols japoneses na Copa foram marcados pelo alto.
Camisa 18 da seleção — número herdado do pai, que homenageava o ídolo Jürgen Klinsmann —, Ueda é um centroavante de excelente leitura de jogo. Movimenta-se constantemente em diagonais e abre espaços para os companheiros. Foi exatamente isso que aconteceu diante da Suécia, quando sua movimentação permitiu que Maeda recebesse dele livre para marcar de fora da área após o passe de Doan. Foi o único gol japonês anotado de fora da grande área neste Mundial.
Embora a construção comece preferencialmente pela direita, o lado esquerdo também é uma arma importante. Muitas inversões procuram Keito Nakamura, atacante do Reims, capaz de acelerar no um contra um e desequilibrar quando recebe em velocidade.
As brechas para o Brasil
Defensivamente, o Japão também apresenta padrões. Os três gols sofridos na fase de grupos aconteceram no segundo tempo.
Contra os Países Baixos, o cruzamento de Ryan Gravenberch, pela direita, encontrou Virgil van Dijk completamente livre para marcar de cabeça. Já o segundo gol holandês e o empate da Suécia nasceram praticamente do mesmo setor: o lado direito da entrada da área japonesa. No caso da Holanda, a finalização saiu já dentro da área. Contra os suecos, Anthony Elanga bateu pouco antes da linha.
Os dois lances indicam um espaço que Carlo Ancelotti pode explorar. Pela característica de atacar esse corredor e finalizar em velocidade, Rayan surge como um dos jogadores brasileiros com potencial para aproveitar justamente a região em que o Japão mais sofreu na fase de grupos.
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