Mundial 2026: Quatro seleções estreantes e outras tantas apuradas só com vitórias
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A 23.ª edição do Campeonato do Mundo começa na quinta-feira e prolonga se até 19 de julho, contando pela primeira vez com 48 seleções, incluindo Portugal, numa inédita organização tripartida entre Estados Unidos, México e Canadá.
Na qualificação europeia destacaram se a Noruega e a Inglaterra, as duas únicas seleções que venceram todos os jogos, em ambos os casos oito, em grupos de cinco equipas.
Os noruegueses regressam a um Mundial 28 anos depois da última presença, no França 1998, marcando a estreia do avançado Erling Haaland, do Manchester City, em grandes competições pelo seu país, depois de ter sido o melhor marcador da fase de qualificação com 16 golos.
Já a Inglaterra, campeã mundial em 1966 como anfitriã, também assegurou o pleno de triunfos e sem qualquer golo sofrido, tal como a Nova Zelândia, na Oceânia, que também ganhou todas as partidas nas duas fases de apuramento e concedeu apenas um golo.
Na qualificação asiática, nenhuma seleção venceu os jogos todos, mas a Coreia do Sul terminou sem derrotas, enquanto Omã, que teve o português Carlos Queiroz no comando em parte do percurso, falhou o apuramento.
Apesar da ausência de Omã, Queiroz vai estar pela quinta vez numa fase final, depois de, já em abril, ter sido contratado para selecionador do Gana, numa qualificação em que Marrocos, depois de ter sido a melhor seleção africana de sempre no Mundial 2022, se apurou só com vitórias.
Na qualificação africana destaque também para a Tunísia, que, apesar de não ter vencido todos os jogos (somou nove triunfos e concedeu um empate), marcou 22 golos e não sofreu nenhum.
Na América do Sul, a Argentina, atual detentora do título mundial, dominou a qualificação e terminou em primeiro com uma vantagem considerável para os perseguidores, na qual o Brasil, único totalista em Mundiais, alcançou um feito negativo.
Os brasileiros foram derrotados em casa pela primeira vez em jogos de apuramento para Mundiais, ao serem batidos precisamente pelos argentinos, por 1 a 0, num jogo disputado em novembro de 2023, com um golo do ex benfiquista Otamendi.
Já na América do Norte, Central e Caraíbas destaque para a qualificação de Curaçau, que terminou sem derrotas, e do Haiti, que disputou todos os jogos fora do seu país, sendo esta a primeira vez que duas seleções caribenhas vão estar na mesma edição do Mundial.
Curaçau, o país mais pequeno de sempre a apurar se, faz parte, a par de Jordânia, Uzbequistão (adversário de Portugal no Grupo K) e Cabo Verde, dos estreantes nesta fase final, com os cabo verdianos a superarem no seu grupo os Camarões.
Apesar de disputar a fase final pela segunda edição seguida, o Catar, que começou o apuramento liderado por Carlos Queiroz, também se qualificou pela primeira vez, depois de ter sido anfitrião da edição anterior.
Entre os regressos, destaque para dois ausentes desde 1974, casos do Haiti e da República Democrática do Congo, então como Zaire, que, há 52 anos, perderam os três jogos da fase de grupos do Mundial disputado na RFA.
Outro dos regressados é o Iraque, que apenas esteve no México 1986 e que superou quatro fases na zona asiática e o play off intercontinental, com um total de 21 jogos em 28 meses, que começaram em novembro de 2023.
Já a Áustria, a Noruega e a Escócia disputam a primeira edição deste século, após as últimas participações, no França 1998.
Quem também fez história foi a seleção da Suécia, finalista em 1958 e terceira nas edições de 1950 e 1994, que foi a primeira a conseguir o apuramento beneficiando na sua campanha na Liga das Nações.
Os suecos, liderados pelo antigo avançado do Sporting Viktor Gyökeres, terminaram o Grupo B do apuramento europeu em quarto e último lugar, mas tiveram acesso ao play off graças ao desempenho na Liga das Nações.
No play off, os suecos venceram a Ucrânia e a Polónia e asseguraram o regresso à maior competição de seleções, após a ausência em 2022.