Mundial 2026: O terceiro fracasso da Itália que teve início com a expulsão de Bastoni
Reviva os momentos chave do jogo
A equipa com quatro títulos mundiais e dois europeus, o mais recente em 2021, falha pela terceira vez seguida o apuramento para o Mundial, mesmo com 48 seleções qualificadas, embora o número de vagas para a Europa se mantenha quase igual.
Após o tropeço na qualificação para o Mundial da Rússia em 2018, com derrota por 0 1 na Suécia e nulo no San Siro, e o desastre rumo ao Qatar em 2022, com perda por 0 1 ante a Macedónia do Norte em Palermo, ninguém esperava que a nazionale voltasse a cair na mesma armadilha.
Depois de bater a Irlanda do Norte por 2 0 em Bérgamo, golos de Tonali e Kean, e com a Bósnia a eliminar o País de Gales nos penáltis, apesar de ser um oponente teoricamente superior, o decisivo seria em Zenica.
O encontro começou bem para a azzurra, com o golo cedo de Moise Kean. Contudo, a expulsão de Bastoni aos 41 minutos mudou tudo. A Itália prosseguiu com apenas 10 elementos, e o defesa do Inter de Milão não é o único culpado pelo resultado.
A Bósnia igualou por Tabakovic aos 79 minutos, levando o jogo aos penáltis. Os erros de Pio Esposito e Cristante destruíram as chances dos italianos. O futebol mundial sentirá de novo a ausência da Itália num Mundial.
No apuramento para o Mundial de 2018, terminaram segundos no grupo de Espanha, em 2022 no de Suíça, e para 2026 no de Noruega.
"Os jogadores não mereciam este desfecho"
Gennaro Gattuso pediu desculpas ao fim do jogo.
"Os jogadores não mereciam isto hoje. Jogámos com 10, criámos três chances claras de golo. É frustrante, é o futebol, e sinto orgulho neles. Dói, pois precisávamos disto para nós, para a Itália toda e para o nosso plano. É um abalo difícil de superar", confessou o treinador da seleção italiana.
"Não pretendo comentar mais, mas hoje foi injusto. Tenho anos no futebol, já vivi alegrias, e agora sofro esta derrota pesada. É complicado aceitar; até eu fiquei admirado com a entrega deles. Falamos de outra ausência no Mundial. Lamento não ir, mas eles surpreenderam-me pela dedicação", prosseguiu.
Rino não tenciona renunciar por enquanto: "Discutir o meu futuro não conta hoje; o essencial era qualificar-nos. Estamos contentes com a prestação, mas custa e decepciona. Em junho avaliamos no fim da temporada".