Mundial 2026: "O Irão participará, isso está garantido", assegura o presidente da FIFA

Mundial 2026: "O Irão participará, isso está garantido", assegura o presidente da FIFA

"O Irão participará, isso está garantido", afirmou Gianni Infantino na quarta-feira, numa conferência económica promovida pela cadeia norte-americana CNBC em Washington.

"Desejamos que até ao arranque do torneio, a 11 de junho, a situação já esteja calma, o que facilitaria bastante as coisas. No entanto, o Irão precisa de estar presente, pois representa o seu povo, qualificou-se merecidamente e os atletas anseiam por competir", esclareceu o líder suíço.

O presidente da FIFA deslocou-se à equipa nacional iraniana num campo de treino em Antalya, na Turquia, por volta do fim de março, tendo presenciado igualmente o triunfo da formação sobre a Costa Rica por 5-0, num encontro amistoso sem público.

Nessa ocasião, o vice-presidente da Federação de Futebol do Irão, Mahdi Mohammadnabi, assegurou que os iranianos “cumprirão integralmente as orientações da FIFA”, embora alertasse que “os países organizadores assumiram obrigações que devem honrar”.

A vigésima terceira edição do Campeonato do Mundo decorrerá entre 11 de junho e 19 de julho, integrando pela primeira vez 48 equipas, num formato inovador partilhado por Canadá, México e Estados Unidos da América, anfitriões dos três jogos dos iranianos no Grupo G, que inclui ainda Bélgica, Egito e Nova Zelândia.

Qualificado pela sétima ocasião e pela quarta consecutiva, o Irão enfrentará os neozelandeses e os belgas em Los Angeles, nos dias 16 e 21 de junho, respetivamente, terminando a fase de grupos contra os egípcios a 27 desse mês, em Seattle.

O Irão figura entre as nações cujos cidadãos enfrentam proibições de entrada nos Estados Unidos, impostas pela administração do presidente Donald Trump, que já indicou conceder exceções a atletas, staff técnico e demais elementos antes do evento.

Contudo, Trump também expressou reservas quanto à vinda da seleção iraniana, mencionando possíveis riscos de segurança para os jogadores nos EUA.

A 28 de fevereiro, os Estados Unidos e Israel efetuaram um conjunto de ataques aéreos contra o Irão, resultando na morte de Ali Khamenei, o líder supremo da nação asiática desde 1989.

A 11 de março, Gianni Infantino revelou ter obtido promessas de Donald Trump, com quem mantém laços cordiais, de que o Irão obterá autorização para ingressar nos Estados Unidos.

"O desporto deve permanecer alheio à política", sublinhou o presidente da FIFA nessa quarta-feira.

"Bem sei que não estamos na Lua, mas sim no planeta Terra. Se mais ninguém se dedica a erguer pontes e preservá-las firmes e unidas, caberá a nós essa missão", justificou Infantino.

O responsável destacou igualmente que o maior Mundial de sempre, distribuído por três nações e com 48 seleções, constituirá "um êxito" caso se revele "eficaz em termos de segurança, sem qualquer percalço, e no âmbito futebolístico, com partidas de qualidade e espetáculo vibrante".