Mundial 2026: México, Canadá e EUA unem esforços para evitar propagação do ébola
"Estamos a estabelecer protocolos de vigilância epidemiológica em colaboração com os Estados Unidos e o Canadá, especialmente devido ao Campeonato do Mundo", afirmou o ministro da Saúde do México, David Kershenobich, durante uma conferência de imprensa.
O responsável mexicano destacou que estão a ser preparadas ações de isolamento e controlo rigoroso pelas entidades de saúde e turismo.
A República Democrática do Congo, uma das nações africanas afetadas por um surto deste vírus letal, irá jogar os seus encontros da fase inicial da competição nos EUA e no México, sendo um dos oponentes de Portugal na fase de grupos do Mundial 2026, que se realiza entre 11 de junho e 19 de julho nos Estados Unidos, juntamente com Uzbequistão e Colômbia.
Na segunda feira, a Organização Mundial de Saúde advertiu que a RD Congo enfrenta um surto de ébola "particularmente grave e complexo", instando os países vizinhos a agir "imediatamente".
Pelo menos dez outros países africanos também correm risco devido à disseminação do vírus.
Na semana passada, os EUA anunciaram que a equipa nacional da RD Congo terá de cumprir um período de isolamento de 21 dias antes de poder entrar no território norte americano, onde estreia a 17 de junho contra Portugal, em Houston.
A delegação congolesa deverá chegar aos Estados Unidos no dia 11 de junho.
O segundo desafio da RD Congo será contra a Colômbia, em Guadalajara, no México, um país que antecipa a chegada de mais de cinco milhões de visitantes durante o torneio.
A seleção congolesa, que ficará alojada em Houston, encerrará a sua participação a 27 de junho, em Atlanta, frente ao Uzbequistão.
Desde que a RD Congo declarou o surto de ébola, a 15 de maio, causado pelo vírus Bundibugyo, para o qual ainda não há vacina ou tratamento específico, e que apresenta uma mortalidade de até 50%, já foram registadas 204 vítimas mortais, conforme dados divulgados no sábado pelo Ministério da Saúde local.
A OMS emitiu um alerta sanitário internacional, mas sublinhou que o surto, que pode prolongar se por mais de dois meses, apresenta um risco reduzido a nível mundial.