Mundial 2026: Messi, o amuleto argentino, à procura de um derradeiro momento de glória

Mundial 2026: Messi, o amuleto argentino, à procura de um derradeiro momento de glória

A lenda do Barcelona voltou a surpreender há três anos e meio, ao marcar sete golos e fazer três assistências em sete jogos, incluindo dois golos na final memorável em Doha contra a França onde também converteu o seu penálti no desempate por penáltis que garantiu o troféu à Argentina.

"Claro que queria terminar a minha carreira assim. Não podia pedir mais nada", afirmou Messi depois desse triunfo, que parecia marcar o auge da sua carreira gloriosa.

No entanto, confessou que gostaria de continuar a jogar mais algum tempo enquanto campeão mundial e, no final, permaneceu ativo até ao torneio deste ano.

Será o sexto Mundial de Messi, um recorde, e a decisão de adiar a reforma terá sido um alívio para o selecionador Lionel Scaloni.

Ainda não é preciso tentar encontrar um substituto para aquele que é, provavelmente, o melhor jogador de todos os tempos.

"Não pode existir. Não vai existir. Não haverá um sucessor de Messi, de certeza", afirmou Scaloni numa entrevista ao Flashscore em setembro.

Messi já não é o mesmo jogador, depois de ter saído da Europa em 2023, ao fim de duas temporadas no Paris Saint-Germain.

Já não compete semanalmente ao mais alto nível na verdade, Messi não vence um jogo a eliminar da Liga dos Campeões desde 2020.

No entanto, está em excelente forma na Major League Soccer ao serviço do Inter Miami, onde já leva 13 golos em 16 jogos em 2026, depois de ter ajudado a equipa a conquistar a MLS Cup no ano passado.

Supondo que supera uma ligeira lesão muscular que recentemente o forçou a sair frente ao Philadelphia Union, Messi vai liderar a Argentina no jogo de estreia do torneio, contra a Argélia, em Kansas City, a 16 de junho.

Rumo às 200 internacionalizações

Messi já conquistou mais títulos pela Argentina desde o último Mundial, tendo capitaneado a equipa na vitória na Copa América, nos Estados Unidos, em 2024.

Foi também o melhor marcador da qualificação sul-americana para o Mundial. "Adoro jogar futebol e vou continuar a fazê-lo até não poder mais", declarou recentemente.

Messi disputou o seu primeiro jogo num Mundial ainda adolescente, em 2006, na Alemanha, antes de mais tarde conduzir a equipa à final no Brasil em 2014, quando perderam no prolongamento frente aos alemães.

O melhor marcador de sempre da Argentina é também o jogador com mais internacionalizações, estando a apenas dois jogos de atingir as 200 presenças.

Poderá até atingir esse número antes do primeiro jogo da Argentina no Mundial, já que antes há particulares frente às seleções das Honduras, no Texas, e da Islândia, no Alabama.

Os albicelestes iniciam depois o seu Mundial frente à Argélia, antes de enfrentarem a Áustria e a Jordânia em Arlington, Texas, no Grupo J sendo que este último jogo se realiza três dias após o seu 39.º aniversário.

"Estamos todos plenamente conscientes de que este pode mesmo ser o último Mundial do Leo, tendo em conta a sua idade, mas no final é uma decisão dele", afirmou o colega de equipa Julián Álvarez numa entrevista ao site da FIFA.

"Vai certamente tornar este Mundial especial, e não digo apenas para nós, os seus colegas de equipa e o povo argentino, mas para todos os que o veem e o seguem, pois é o melhor jogador de todos os tempos. Teve um impacto enorme em todo o mundo".

Mas a presença do avançado do Atlético de Madrid, de 26 anos, mostra que a Argentina não precisa de depender em excesso do seu veterano.

O próprio Álvarez é um talento de classe mundial num plantel que conta ainda com nomes como o melhor marcador da Serie A, Lautaro Martínez, Nico Paz, Enzo Fernández, Alexis Mac Allister, Cristian Romero e Emiliano Martínez.

A vitória mais sonante da equipa na qualificação, um triunfo caseiro por 4-1 contra o Brasil, foi conseguida sem Messi.

"Enquanto argentino, a emoção está sempre presente e queremos sempre ser coroados campeões. Não há razão para que desta vez seja diferente", acrescentou Álvarez.