Mundial-2026: Mbappé, Dembélé e Olise desencadeiam tempestade perfeita frente ao Iraque
Recorde aqui as incidências do encontro
Dar prioridade à segurança dos jogadores e adeptos é fundamental. Deve ser sempre o mais importante. Mas, sinceramente, não faz sentido suspender um jogo durante duas horas! E já vimos isto no Mundial de Clubes. Mas assim quebra-se o ritmo dos futebolistas. E desespera-se os adeptos. Tal como existe um protocolo para trovoadas nos Estados Unidos, a FIFA deveria ter outro, como um tempo limite para retomar ou não um encontro com determinadas garantias.
Dito isto, no início original do jogo, na noite de segunda-feira, a França entrou com vontade. Também o seu capitão centenário, Mbappé. Queria resolver rapidamente frente ao Iraque e, após várias aproximações de aviso, ao quarto de hora marcou o 10 gaulês. Um potente remate de pé esquerdo à entrada da área que dobrou os dedos de Basil e fez o 1-0, depois de um autêntico cerco à baliza. 15.º golo da estrela do Real Madrid nos Mundiais, igualando um tal Ronaldo Nazário e ficando a um de Klose e a três de Messi. E isto só para começar.
Os iraquianos já faziam muito só a tentar aguentar a pressão. E ainda por cima, do céu de Filadélfia caía uma tempestade das grandes. Mas ainda recebiam mais no relvado. Os de Deschamps só abrandaram o ritmo após a pausa para hidratação. E digam-me lá para que serve hidratar-se se calor, propriamente dito, não estava. Nos Estados Unidos, pouco importa interromper o jogo, pois o que manda é o outro espetáculo, o dos patrocinadores.
Dito isto, após a retoma do duelo, Al-Hamadi, que acabara de substituir o lesionado Aymen Hussein, assinou o primeiro remate da sua equipa... muito desenquadrado. Perante tal perigo, os franceses também começaram a falhar no último passe. Nem Dembélé, nem Barcola, nem Olise estavam inspirados. Mbappé esteve mesmo perto de marcar um grande golo após uma roleta mágica, mas tiraram-lhe a bola quando se preparava para rematar. Nessa altura, a chuva intensificou-se ainda mais. E, mal se chegou ao meio do jogo, foi ativado o protocolo de trovoada.
Mais de duas horas de suspensão
130 minutos após a suspensão, às 01:01 da madrugada em Portugal Continental, o jogo pôde ser retomado, depois de a trovoada se ter afastado definitivamente e o céu ter finalmente fechado a torneira.
No relvado, pareceu ser o Iraque a adaptar-se melhor, apresentando-se destemido, tentando circular a bola de forma cuidada, mesmo correndo o risco de a perder e permitir à França lançar o seu temível contra-ataque. Mas o que ninguém esperava, e que acabou com a emoção, foi o erro grosseiro dos asiáticos: num pontapé de baliza, Tahseen fez um passe ao seu guarda-redes que nem a um adversário se faria. Dembélé, atento, recuperou a bola e ofereceu o golo a Mbappé. 2-0 e 16.º golo de Kylian, igualando Klose e ficando a dois de Messi.
Os iraquianos ficaram tão atordoados que era um segredo mal guardado que o terceiro golo estava prestes a chegar. Demorou 10 minutos, depois de Olise acertar na barra e Rabiot falhar um cabeceamento com a baliza aberta. Foi Dembélé quem picou com o seu veneno para fazer o 3-0, com assistência de Olise.
É de louvar que o Iraque não tenha baixado os braços. Aproveitou momentos de desconcentração dos bleus após várias substituições e Al-Hamadi ainda esteve perto do golo. Ficou a poucos centímetros de o conseguir. Mas foi como um oásis no deserto. E um aviso para a França voltar a concentrar-se. Rapidamente instalou-se no último terço do campo à procura do quarto golo, que Mbappé teve nos pés em várias ocasiões claríssimas. Não chegou, mas o trabalho já estava feito. E bem feito.
Melhor em campo Flashscore: Dembélé (França).