Mundial-2026: Luciano Gonçalves destaca presença do árbitro João Pinheiro na competição
"Muitos árbitros de ligas importantes ficaram de fora para que o João Pinheiro pudesse estar presente. Ele tem mérito próprio, merece desfrutar e aproveitar as oportunidades que forem surgindo durante o Campeonato do Mundo. Não podemos esquecer que o João Pinheiro é o árbitro mais novo a participar (38 anos)", afirmou o líder do CA, à margem da primeira edição do REF Summit, conferência sobre arbitragem que decorreu entre sábado e domingo, no Porto.
O juiz da Associação de Futebol de Braga será acompanhado pelos assistentes Luciano Maia e Bruno Jesus, tornando-se no nono português a arbitrar jogos da principal competição de seleções.
Esta nomeação é, por isso, motivo de orgulho para Luciano Gonçalves, após um intervalo de 12 anos desde a última convocação de um português como árbitro principal, embora Tiago Martins e Artur Soares Dias tenham estado no Campeonato do Mundo da Rússia, em 2018.
"Devemos naturalmente valorizar os que foram escolhidos, mas tínhamos muitos outros que também poderiam estar nestas posições. Quanto ao período de interregno, foi o processo normal, temos de dar valor ao que se alcançou e não nos fixarmos no passado. Não podemos esquecer que, neste período, também tivemos o Artur Soares Dias e o Tiago Martins como videoárbitros", recordou.
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Luciano Gonçalves fez questão de realçar a qualidade da classe da arbitragem portuguesa, que terá em João Pinheiro o seu representante: "Portugal merece, pelos nossos árbitros, seja em que vertente for. Futebol masculino, feminino, futsal, no videoárbitro... Temos muita competência".
Tiago Martins, que esteve no Mundial-2018 como videoárbitro, mostrou confiança na preparação de João Pinheiro e, habituado também a grandes palcos, acredita que a "pressão mediática" não afetará o colega.
"Sentimos sempre a pressão mediática, quanto maior for o jogo maior ela é, mas preparamo-nos para que isso não nos influencie. Somos pragmáticos para analisar as nossas decisões da melhor forma", concluiu o árbitro da Associação de Futebol de Lisboa, em declarações à Lusa.
Lamentou ainda a falta de nomeação de um videoárbitro português, assumindo que tinha a expectativa de participar na competição.
"Eu e o Artur (Soares Dias) tivemos a sorte de estar em 2018, também no último Europeu, em 2024, e noutras competições. Desta vez, não calhou à videoarbitragem portuguesa marcar presença. Foram apenas 30 selecionados, menos do que os árbitros principais. Mas vamos continuar a trabalhar para estar nos próximos grandes torneios, europeus e mundiais", concluiu.