Mundial 2026: Irão realiza jogo particular sem público
Embora tenha sido uma das primeiras seleções a assegurar a vaga, a presença do Irão no Mundial esteve incerta desde que os Estados Unidos e Israel executaram bombardeamentos aéreos contra a República Islâmica no fim de fevereiro.
A seleção disputou três partidas amigáveis durante dois períodos de treino em Antália desde o começo do conflito. Perdeu com a Nigéria, venceu a Costa Rica e a Gâmbia, e na quinta-feira enfrentará o Mali na estância turca.
"Considerando a relevância do encontro amigável da seleção iraniana contra o Mali, e de acordo com as metas táticas do treinador iraniano, a partida com o Mali decorrerá sem público e sem jornalistas", afirmou a FFIRI em comunicado.
A FFIRI persuadiu a FIFA a autorizar a mudança da base da equipa de Tucson, no Arizona, para Tijuana, no México. A partir daí, a seleção viajará para Los Angeles para os dois primeiros jogos do grupo, contra a Nova Zelândia e a Bélgica, atravessando a fronteira.
O derradeiro encontro do Grupo G, frente ao Egito, realizar-se-á em Seattle.
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, declarou na terça-feira que Washington "não se opõe" à entrada da equipa iraniana no país, mas não autorizará que dirigentes ou funcionários com vínculos à Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) os acompanhem.
"O que não toleraremos é que incluam na sua comitiva um conjunto de indivíduos que sabemos não terem qualquer relação com o desporto e que possuem laços com a IRGC ou entidades análogas, pelo que supervisionaremos esse aspeto com rigor", disse Rubio numa audição na comissão da Câmara dos Representantes.
Tanto os Estados Unidos como o Canadá, que coorganizam o Mundial com o México, consideram a IRGC como uma "organização terrorista".
O presidente da FFIRI, Mehdi Taj, viu a sua entrada no Canadá negada para o Congresso da FIFA no final de abril, por causa dos seus vínculos com a força militar de elite.
O Irão tem marcado o arranque da sua participação contra a Nova Zelândia para 15 de junho.