Mundial 2026: Irão critica Estados Unidos por "tratamento discriminatório" na concessão de vistos
"Por que razão não referem que foi recusado o visto a grande parte do pessoal de gestão e executivo, conselheiros técnicos e outros que fazem parte de qualquer seleção nacional de futebol?", declarou a embaixada iraniana na Turquia numa publicação na rede social X, referindo-se a um comunicado anterior do enviado dos Estados Unidos Tom Barrack, que afirmava que os vistos foram concedidos aos jogadores.
"Elevaram agora o tratamento deliberado e discriminatório contra a seleção nacional de futebol do Irão ao seu nível mais elevado", acrescentou a embaixada.
Na sexta-feira, Barrack elogiou a embaixada dos EUA em Ancara pelo seu "trabalho no processamento de vistos para a seleção nacional de futebol do Irão", após o presidente da federação iraniana de futebol, Mehdi Taj, ter dito no mesmo dia que a delegação iraniana tinha entregado os passaportes para os vistos. Contudo, notícias de sábado da comunicação social iraniana, incluindo o órgão desportivo Varzesh3, indicaram que membros da delegação, incluindo Taj, bem como elementos executivos e analistas, não receberam vistos.
Na sexta-feira, Taj disse à televisão estatal que a sua "opinião é que todos os vistos serão emitidos na íntegra e que, muito provavelmente, não surgirá qualquer problema a este respeito".
Os iranianos alteraram a sua base para o Mundial, que estava inicialmente planeada para Tucson, no Arizona, para a cidade mexicana de Tijuana, localizada na fronteira noroeste. Os três jogos da fase de grupos da equipa realizam-se nos Estados Unidos.
A equipa Melli vai começar o seu torneio com dois jogos em Los Angeles, frente à Nova Zelândia a 15 de junho e à Bélgica a 21 de junho, e enfrentará o Egito a 27 de junho em Seattle.