Mundial-2026: Gustavo Alfaro incerto quanto à continuidade como selecionador do Paraguai
Recorde as incidências da partida
Ilgiz Tantashev mandou inicialmente seguir o jogo após Desiré Doué cair na sequência do lance com Diego Gómez, mas mudou de opinião depois de ser chamado ao ecrã do VAR.
"Vi no ecrã do VAR quando estavam a analisar", afirmou Alfaro.
“Estava atrás do árbitro e não posso ser objetivo. O árbitro tem uma primeira impressão. Diz que o jogador se atirou para tentar provocar contacto. Depois, o VAR confirma que é penálti, segundo eles", acrescentou.
"Vou analisar com mais detalhe. E quando estiver a rever o lance, claro, ele está no ar, é muito habilidoso e consegue movimentar-se naquele pequeno espaço", explicou.
Gustavo Alfaro tinha insistido antes do jogo que o que a sua equipa alcançou foi excecional.
O seu país deverá concordar e o Presidente do Paraguai, Santiago Pena, declarou terça-feira feriado nacional após a surpreendente vitória nas grandes penalidades frente à Alemanha, nos 16 avos de final.
Mas reconheceu que o fim do torneio trouxe um misto de emoções, depois de terem estado tão perto de eliminar os bicampeões mundiais.
"Saio do Mundial de consciência tranquila por saber que jogámos", disse Alfaro.
"Estou triste porque queria ir mais longe e a derrota nunca deixa ninguém feliz, naturalmente. Não gosto de perder em nada. E como disse à equipa no balneário, se querem ser vencedores, a primeira coisa que têm de aprender é a saber perder", acrescentou.
Com o contrato de Alfaro a terminar no final do ano, o argentino de 63 anos, que orientou a maior parte da sua carreira na liga doméstica do seu país, afirmou não saber o que o futuro lhe reserva. Mas deixou claro que sente uma profunda gratidão pelo país que o acolheu.
"Hoje tenho feridas abertas. Estou a sangrar. Não consigo refletir verdadeiramente porque estou demasiado abalado neste momento. Acho que preciso de esperar que as coisas acalmem”, disse Alfaro.
"As coisas precisam de acalmar e depois veremos o que acontece. Sinceramente, não sei o que vou fazer a nível profissional. Para mim, não há melhor lugar do que o Paraguai. O país abriu-me as portas, os clubes abriram-me as portas, a relação que tenho com os jogadores, a relação de gratidão que tenho com todos", concluiu.