Análise: O terror viking para os brasileiros - porque é que os pentacampeões devem ter receio?
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Existem três equipas contra as quais os magos de amarelo e verde têm um saldo negativo. A Hungria (2 vitórias, 1 empate, 3 derrotas), os Países Baixos (3-5-4) e a Noruega (0-2-2). Parece que só os poderosos vikings conseguiram travar a leveza do samba brasileiro. Até Matheus Cunha, avançado do Manchester United e autor de três golos pelo Brasil neste torneio, tinha de estar atento: "É um dos adversários mais difíceis que podíamos encontrar."
O primeiro duelo direto remonta a julho de 1988, em Oslo. Os brasileiros salvaram então o empate a 1-1 a nove minutos do fim e em campo estavam também os pais dos atuais internacionais — o guarda-redes Erik Thorstvedt e o avançado Göran Sörloth. Em maio de 1997, os noruegueses voltaram a convidar o célebre adversário à sua capital e conseguiram uma das vitórias mais marcantes da sua história.
O triunfo por 4-2 num relvado em péssimas condições foi liderado por um bis de Tore André Flo, que ofuscou por completo a maior estrela dos adversários, Ronaldo, ganhando assim a alcunha de Flonaldo. Também porque usava o número nove nas costas, tal como o seu rival bem mais famoso. Entre os noruegueses festejou ainda Alf Inge Haaland, pai de Erling, e também o atual selecionador nacional Staale Solbakken.
Na altura, nenhuma das duas equipas podia imaginar que o sorteio do próximo Mundial em França as voltaria a colocar frente a frente, passados 13 meses. Os noruegueses venceram novamente (2-1), apesar de estarem em desvantagem no final. Foi outra vez Flo, com o seu golo aos 83 minutos, a liderar a reviravolta e a festejar com os colegas a qualificação para o play-off.
O então avançado do Chelsea, com os seus 193 centímetros, criou enormes dificuldades à defesa brasileira (Haaland, aliás, é ainda dois centímetros mais alto) e, pouco depois, quando só foi travado na área com falta, surgiu o penálti e a reviravolta ficou consumada.
"O homem das chuteiras amarelas deixou triste a equipa da camisola amarela", comentou então o narrador norueguês. A lista fecha-se com o empate a 1-1 novamente em Oslo, em agosto de 2006.
Agora, os orgulhosos vikings vão voltar a enfrentar as investidas brasileiras. Gunnar Sörloth apoia o seu filho durante todo o torneio, diretamente no local. Em East Rutherford, onde o Brasil vai defrontar a Noruega, há 32 anos terminou a sua carreira internacional no Mundial.
Tristemente, porque a sua equipa foi eliminada do torneio. Como se sairá agora Alexander? Aliás, o seu companheiro de ataque Erling Haaland usa o número nove nas costas, tal como Flo outrora…