Mundial-2026: Fator X ou problema? Martin Odegaard divide o futebol norueguês

Mundial-2026: Fator X ou problema? Martin Odegaard divide o futebol norueguês

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Há vários dias que o público norueguês se questiona: será que o capitão Martin Ødegaard é realmente uma mais-valia para a seleção nacional – ou corre o risco, à semelhança de Cristiano Ronaldo em Portugal, de se tornar antes um problema?

Ao longo de uma época marcada por lesões, Ødegaard esteve ausente durante 137 dias no Arsenal. Após a vitória inaugural frente ao Iraque (4-1), o capitão recebeu mesmo a pior nota de todos os noruegueses. E mesmo que a qualidade do antigo prodígio, transferido aos 16 anos para o Real Madrid e campeão de Inglaterra este ano, não suscite dúvidas nem no extremo norte, as questões sobre a condição física de Ødegaard não param de aumentar.

Equipa apoia Ødegaard

O maior jornal do país dedicou na sexta-feira quatro (!) páginas a Ødegaard. Não será este torneio mais indicado para jogadores "já em plena forma", questionava o VG antes do segundo jogo do grupo dos escandinavos frente ao Senegal? E não para aqueles que precisam de recuperar o seu melhor nível durante o Mundial. Como Ødegaard.

Este debate, lamentou o seu colega de equipa David Möller Wolfe, é "completamente absurdo". Que os meios de comunicação tenham "desistido após uma exibição mediana" de Ødegaard é "insensato", reforçou Kristian Thorstvedt. Ødegaard tem, apesar de tudo, o "fator X" para decidir um jogo.

O selecionador nacional Stale Solbakken recusa-se a ouvir falar de um Ødegaard no banco, mesmo tendo sido raramente tão questionado sobre um tema. "Ele vai jogar. Posso garantir isso", assegurou Solbakken após o jogo com o Iraque. No dia seguinte, voltou a insistir que não iria tirar Ødegaard. No entanto, reconheceu que se nota que o capitão não jogava pela seleção há muito tempo: "Vemos nos treinos que ele está no bom caminho, por isso não estou demasiado preocupado".

E Ødegaard? "Estou bem. Não percebo porque é que estão preocupados", afirmou. Mas isso foi antes do jogo de abertura, que acabou por lançar verdadeiramente o debate.