Mundial 2026: EUA proíbem drones nos estádios e eventos de adeptos

Mundial 2026: EUA proíbem drones nos estádios e eventos de adeptos

A Administração Federal de Aviação informou, em comunicado, que em dias de jogo, exceto com autorização especial, todas as aeronaves, incluindo drones, estão proibidas de voar num raio de três milhas náuticas (5,6 quilómetros) dos estádios e até 3.000 pés (900 metros) acima do solo.

As áreas de restrição aérea à volta dos eventos para adeptos organizados pelas cidades anfitriãs, nos estádios e noutros locais, abrangem um raio de até uma milha náutica e uma altitude de até 1.000 pés.

Bryan Bedford, administrador da FAA, afirmou: "À medida que adeptos de todo o mundo se juntam nos estádios e eventos de adeptos por todo o país para o Mundial da FIFA, a FAA está a usar todas as ferramentas disponíveis para proteger o espaço aéreo, incluindo um reforço nas medidas de controlo de drones."

Segundo o comunicado, os infratores podem enfrentar multas até 100.000 dólares, apreensão do equipamento e acusações criminais federais.

Aaron Hope, do escritório do FBI em Atlanta, afirmou numa conferência de imprensa na cidade do sul que o Departamento Federal de Investigação confirmou que irá intervir "para garantir que temos um céu seguro".

Aaron Hope afirmou: "O nosso principal objetivo é que a mensagem chegue a todos: é uma zona proibida a drones."

Acrescentou ainda: "Se for necessário intercetar um drone, temos tecnologia para isso. Temos tecnologia para identificar drones e localizar os operadores, e faremos isso se for preciso."

A FAA informou que o DETER, uma nova iniciativa de fiscalização que permite a deteção rápida de infrações com drones, será utilizado no Mundial para apoiar uma "fiscalização reforçada".

O maior evento de futebol do mundo está a ser coorganizado pelos Estados Unidos, México e Canadá, de 11 de junho até à final a 19 de julho.