Mundial-2026: Espanha silenciou festa portuguesa Nova Iorque

Mundial-2026: Espanha silenciou festa portuguesa Nova Iorque

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Portugal House em Brooklyn, nos Estados Unidos, estava lotada de portugueses vestidos com as cores da bandeira nacional e que entoavam consecutivamente cânticos de apoio à seleção das quinas, mas receberam como um “balde de água fria” o golo do espanhol Mikel Merino.

Silêncio total e mãos na cabeça: foi esta a reação geral.

Entre as centenas de portugueses que assistiam à partida e que não esconderam a deceção estava a guarnição do Navio-Escola Sagres, que está atracado em Nova Iorque após ter participado nas celebrações do Dia da Independência dos Estados Unidos no passado fim de semana.

“Estou muito desiludido. Apesar de nesta vida termos de saber ganhar e perder, custa ver este resultado. Mas sei que um dia vamos ser campeões do Mundo”, disse à Lusa Milton Pereira, membro da guarnição do Navio-Escola Sagres, num misto de desgosto e esperança.

“O Cristiano Ronaldo já não fará parte da equipa quando esse momento chegar, com muita pena nossa, porque ele é o nosso ídolo supremo, mas tenho a certeza que ele transmitiu aos jogadores mais novos todos os valores que aprendeu ao longo da carreira e isso vai levá-los a serem campeões do mundo”, acrescentou o jovem.

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Portugal foi eliminado nos oitavos de final do Mundial de futebol de 2026, ao perder por 0-1 com a Espanha, num encontro disputado em Arlington, nos Estados Unidos.

Na nona presença em Mundiais, a seleção lusa caiu pela terceira vez nos oitavos, repetindo 2010 e 2018, na primeira ocasião também batida pelos espanhóis (0-1).

“Estou muito desiludido com este resultado. Mas, pelo menos, não jogamos mal. Foi um jogo difícil, contra um grande adversário. Esperava ter gritado golo por Portugal aqui, em Nova Iorque. Mas, infelizmente, regressaremos a Portugal de mãos a abanar”, lamentou igualmente o adepto Rodrigo Pinto, de 21 anos, também membro da guarnição da Sagres.

Entre os portugueses que assistiam ao jogo na Portugal House estavam os ex-jogadores Adrien Silva e Rui Patrício, que partilharam o sentimento de desilusão com os restantes compatriotas.

“Infelizmente, saímos muito cedo da competição. É uma deceção enorme, como é normal, mas não se pode apontar nada aos jogadores. Deram tudo o que tinham para poder passar, mas faz parte. Tem sempre de haver um vencedor e um derrotado”, declarou à Lusa Adrien Silva.

A festa foi uma constante ao longo de toda a partida, mas o espaço rapidamente esvaziou após o apito final que selou o afastamento de Portugal da competição.