Mundial-2026: Avó portuguesa e neta espanhola, uma picardia familiar que chegou ao fim

Mundial-2026: Avó portuguesa e neta espanhola, uma picardia familiar que chegou ao fim

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A jovem Roxana nasceu em Zaragoza, mas é filha de pai português, brigantino, e de mãe polaca. Esta segunda-feira vestiu a camisola espanhola e foi numa esplanada em Bragança, no meio de tantos portugueses, que viu o seu país vencer, com um golo já na reta final da partida.

“Estava muito tensa”, afirmou, à Lusa, contando que mal deu conta do golo, que aconteceu logo após a falta marcada.

A felicidade da jovem de 16 anos contrastava com o olhar cabisbaixo e de desilusão da avó Maria Adelina. Pessoas do mesmo sangue, unidas por um amor, que não era o das quinas.

“Ela está em Espanha, é normal (…) Ainda nos picámos as duas. O que vamos fazer?”, disse, entre risos.

Vestida a rigor, com um lenço na cabeça, com letras grandes “Portugal”, uma camisola da seleção e a restante indumentária vermelha, Maria Adelina fazia jus à afirmação “amor à camisola”. “Gosto de vir apoiar os nossos portugueses”, realçou à Lusa quando confrontada com a escolha da roupa.

Mas apesar de todos os amuletos da sorte, Maria Adelina tinha um pressentimento que o resultado veio a confirmar, a derrota para Portugal. Não podia estar mais indignada com o resultado.

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“Um bocado parado (o jogo). Não trabalharam muito, não fizeram por isso para ganhar. (…) O meu pressentimento era que não ganhávamos”, lamentou.

Entre avó e neta estava, Francisco Branco, pai de Roxana, que emigrou e acabou por construir família em Zaragoza.

Apesar de viver em Espanha, é o retrato do amor que os emigrantes sentem pelo seu país. “Claro que estava a torcer por Portugal, porque se nasci aqui está sempre no coração”, sublinhou.

No entanto, o jogo, que disse ter sido “sonso” de ambos os lados, ditou a saída de Portugal do Mundial, após ter sido eliminado pela Espanha, nos oitavos de final. “Faltou-lhe futebol”, apontou.

Com este resultado, admitiu que só lhe resta uma opção. "Agora é torcer por Espanha, porque é o meu segundo país. (…) Claro que ficava mais contente se ganhasse Portugal”, disse Francisco Branco, a fechar a picardia familiar.