Mundial 2026: Espanha, oponente de Cabo Verde, não consegue vencer teste frente ao Iraque em partida de estreias (1-1)
Recorde aqui as ocorrências do encontro
Os espanhóis ansiavam por ver a sua seleção. Apesar de terem apenas alguns dias de trabalho, com metade ou mais do onze titular ausente, o oponente, também ele mundialista, não era particularmente atrativo. Mas continua a ser Espanha. E dentro de 11 dias estreia-se no Mundial frente a Cabo Verde. Alguma conclusão poderia ser extraída, decerto. A primeira: De la Fuente recompensou os jovens merecidos que ajudaram nos treinos esta semana: Jon Martín e Marc Bernal foram titulares, e os restantes também tiveram minutos para fazer a estreia.
A segunda é que Ferran Torres está com a fome de golo bem afiada para continuar a ser o predador do golo. Aos 15 minutos, apanhando uma bola a meio-campo, levou-a até à área adversária e desferiu um remate que, com alguma ajuda do guarda-redes, fez o golo. Antes, Álex Baena esteve perto do golo, mas Basil reagiu bem para manter a sua baliza inviolada.
Parecia que com o 1-0, o mais difícil estava feito. Os pupilos de De la Fuente esforçavam-se na pressão alta, insistiam nos passes longos em diagonal e geravam perigo com as subidas de Grimaldo. Porém, num lance isolado, Doski fez um cruzamento remate da esquerda que surpreendeu Joan García na sua estreia no onze inicial. Mal colocado e falhando na defesa, assim não vai lutar pela titularidade com Unai Simón e David Raya.
A seleção ibérica poderia ter retomado a vantagem cedo, com um remate de Dani Olmo defendido por Basil e depois com um remate à trave de Ferran. Mas os iraquianos, sem complexos, não se intimidaram, provocaram cartões a Marc Bernal e a Gavi e até cresceram em campo para bloquear os anfitriões.
Devido a necessidades físicas e táticas, houve cinco alterações ao intervalo. Gonzalo García e Sergio Gómez fizeram a estreia e regressaram Eric García, Yéremi Pino e Jesús Rodríguez. Este último marcou presença logo no primeiro toque, que quase deu golo. Mas a Roja não estava inspirada. E ainda assim Gonzalo quase fez o golo após um excelente cruzamento de Baena. Faltava rapidez na circulação e ideias para criar futebol. De la Fuente procurou-as novamente, alterando o banco com mais três debutantes: Pubill, que vai mesmo ao Mundial, Turrientes e Javi Guerra.
Mas nem abanando o jogo, nem com a esperada entrada de Mikel Merino, algo mudou. Faltava concentração, apesar da vontade dos novos, como Leo Román e Javi Rodríguez. Não havia ritmo, intensidade nem desequilíbrio. O que se viu foi um par de faltas demasiado agressivas e perigosas que quase enviaram Baena e Jesús Rodríguez para o hospital.
Para os iraquianos, que encararam o jogo como um duelo oficial, empatar com os campeões da Europa foi uma vitória. Para a Espanha, resta aguardar pelo próximo e derradeiro teste, frente ao Peru, para perceber se na Corunha foi apenas um dia menos bom antes da estreia com Cabo Verde, no dia 15 de junho.