Mundial 2026: CR7 com novos recordes para bater e também para defender
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O Mundial de 2026, que se vai realizar nos Estados Unidos, Canadá e México, será o sexto do avançado madeirense, muito provavelmente também o último, mas nessa competição Lionel Messi, da Argentina, fará o mesmo, assim como o mexicano Guillermo Ochoa, embora o antigo guarda redes do AFS não tenha jogado qualquer minuto em 2006, na Alemanha, e em 2010, na África do Sul.
Este será mais um recorde para a extensa lista do capitão da seleção nacional, ainda que de forma partilhada, mas deverão existir mais capítulos para registar na biografia de Ronaldo, sobretudo a nível nacional.
O atual jogador do Al Nassr tem todas as condições para ultrapassar Pepe, que se retirou após o Euro 2024, em dois campeonatos (mais velho a jogar e a marcar) e também o rei Eusébio, que continua até hoje como o melhor marcador de sempre de Portugal em Mundiais, com os nove golos, todos alcançados em 1966, em Inglaterra, naquela que é até hoje a melhor campanha lusa.
Ronaldo chega à América do Norte com oito golos em 22 jogos em Campeonatos do Mundo e pode mesmo ocupar o trono que foi tanto tempo de Eusébio, reforçando ainda mais o seu vasto império, que tem como bandeira os 227 jogos e 143 golos no futebol de seleções, números que eram impensáveis há uns anos.
Esse número poderá já hoje ser alterado, caso o capitão seja utilizado frente à Nigéria, no último encontro de preparação de Portugal para o Mundial de 2026.
Ronaldo chega à competição como o único jogador a marcar em cinco edições, bastando apenas um golo para chegar a seis, afastando o perigo de ser igualado por Messi, e tem tudo para ultrapassar os 39 anos e 283 dias de Pepe como marcador mais velho da seleção lusa na prova.
O antigo central é mesmo o segundo com mais idade a faturar em Mundiais, atrás dos 42 anos e 39 dias do camaronês e lendário Roger Milla, alcançado em 1994, precisamente nos Estados Unidos.
Caso não aconteça algo inesperado, Ronaldo vai ultrapassar os 41 anos, quatro meses e nove dias de Pepe como o jogador mais velho a atuar por Portugal. Isso irá já acontecer em 17 de junho frente à República Democrática do Congo, caso seja utilizado.
Na lista dos jogadores com mais jogos, antes do arranque da competição, os 22 de Ronaldo estão bloqueados pelos 26 de Messi, mas, mesmo assim, o português, já depois de ter ultrapassado Maradona em 2022, deverá agora deixar para trás nomes lendários como o italiano Paolo Maldini (23) e os germânicos Miroslav Klose (24) e Lothar Matthaus (25), subindo ao segundo lugar.
Ronaldo tem ainda a defender o título de jogador mais velho a marcar um hat trick em Mundiais, quando o alcançou em 2018 frente a Espanha, com 33 anos e 130 dias, e terá a sexta oportunidade para finalmente ser decisivo na fase a eliminar, já que todos os seus golos foram alcançados ainda durante os grupos.
O livro de Cristiano Ronaldo em Campeonatos do Mundo começou a ser escrito em 2006, na Alemanha, com apenas 21 anos, naquela que acabou por ser, com Luiz Felipe Scolari, a segunda melhor participação de sempre de Portugal, que terminou a prova na quarta posição.
O madeirense foi titular em seis dos sete jogos da seleção nacional, marcou na vitória sobre o Irão (2-0), na segunda jornada da fase de grupos, tendo também convertido a grande penalidade decisiva frente a Inglaterra nos quartos de final, no desempate final.
A campanha lusa foi mais curta em 2010, na África do Sul, sob o comando de Carlos Queiroz, e, já depois de ter marcado também na segunda jornada da fase de grupos, na goleada frente à Coreia do Norte (7-0), Ronaldo acabou o torneio em choque com o selecionador, após a eliminação com a Espanha nos oitavos.
A experiência do avançado no Brasil 2014, com Paulo Bento, foi para esquecer, não só pela eliminação ainda na fase de grupos (Ronaldo marcou na terceira e última jornada frente ao Gana), mas também por ter atuado com claros problemas físicos.
O Campeonato do Mundo em que se revelou mais produtivo aconteceu quatro anos depois, na Rússia, com o tal hat trick no jogo de estreia, com a Espanha (3-3), e com novo golo frente a Marrocos (1-0), na segunda ronda do grupo, ficando depois em branco até aos oitavos de final, em que Portugal acabou afastado pelo Uruguai (2-1).
Em 2022, o Catar iria ser, supostamente, o palco da última dança de Cristiano, que se despediu em lágrimas nos quartos de final, após a derrota com Marrocos (1-0), e em que pela primeira vez perdeu um lugar no onze inicial.
Ronaldo marcou logo na estreia com o Gana (3-2), mas não mais fez o siiiimmmmmm, sendo relegado para o banco de suplentes no arranque da fase a eliminar, na goleada por 6-1 sobre a Suíça (o substituto Gonçalo Ramos assinou três golos), depois de ter mostrado publicamente desagrado com as opções do selecionador Fernando Santos.