Mundial-2026: Bleus possuem "a liberdade de não se manifestar" acerca do caso de Christophe Gleizes, afirma Philippe Diallo
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"Sempre que me pronuncio em apoio a Christophe Gleizes, não o faço a título individual, mas enquanto presidente da Federação, o que implica comprometer toda a organização", afirmou Diallo esta terça-feira na France Inter.
"Além disso, é necessário ser coerente: há quem critique os nossos jogadores por se envolverem em questões não desportivas. E perguntam-lhes: 'Porque é que se pronunciam sobre temas de cariz político?'" , completou.
"Na liberdade de expressão, existe igualmente a liberdade de não se manifestar. Afirmo que o futebol francês está comprometido com a libertação de Christophe Gleizes e que, neste estádio, e face à complexidade deste processo, que está também a ser acompanhado pelo governo francês, é preciso atuar com grande diplomacia para persuadir o governo argelino a ser clemente para com este jornalista", salientou ainda o presidente da FFF.
Diallo havia feito, no início de junho, antes do Mundial e em nome da Federação Francesa, um apelo à clemência das autoridades argelinas relativamente a Christophe Gleizes.
Contudo, a família do repórter lamentou no sábado que as grandes figuras do futebol francês "não se envolvam" para alcançar a sua libertação. Convidados do programa C dans l'air, na France 5, a mãe e o padrasto do jornalista confirmaram ter enviado mensagens a Kylian Mbappé, Karim Benzema, Zinedine Zidane a solicitar o seu apoio oficial, sem obter resposta.
"Não pretendo falar em nome destes jogadores, cabe a eles decidir se falam ou não e, quando o faço, de certa maneira, também falo por eles", reafirmou Diallo esta terça-feira na France Inter.
Christophe Gleizes foi sentenciado a sete anos de prisão por "apologia do terrorismo" na sequência de uma reportagem em 2024 sobre o clube de futebol Jeunesse sportive de Kabylie (JSK). Aguarda agora um indulto presidencial.