Martínez admite lançar Bernardo Silva e projeta segundo Mundial: "O caminho faz-se caminhando"
Acompanhe aqui as incidências e o relato do encontro
Gonçalo Ramos a titular e Bernardo Silva de regresso?: "Boa noite a todos em Portugal. Amanhã começamos o segundo Mundial, foi muito importante ter uma boa preparação que foram os três jogos da fase de grupos. Fizemos algumas coisas bem, outras menos bem, o que é importante agora é que temos 21 jogadores que já jogaram no Mundial e isso faz com que todos estejam preparados. Incluindo o Gonçalo Inácio, o Gonçalo Guedes, que são jogadores que fizeram uma boa preparação.
Não podíamos arriscar o Bernardo Silva com a Colômbia porque tinha cartão amarelo, agora começamos um Mundial com jogadores com muita fome, vontade e preparados. Tivemos 3 jogos importantes nesse nível. Os minutos não são importantes, o importante é termos jogadores preparados para jogar seja a titular, seja a entrar a partir do banco, para contribuírem".
Adversário europeu no calor de Toronto: "A ideia que é uma vantagem, posso dizer que não há vantagens. No Mundial há jogos competitivos e difíceis, a nossa preparação era treinar em Palm Beach com alta temperatura e humidade. É um Mundial exigente que vai começar, a equipa está preparada para as condições climáticas: tempestades, fusos horários, calor. A Croácia conhece-nos bem, nós conhecemo-los bem, será um jogo competitivo em que queremos ganhar para continuar o nosso caminho".
Nuno Mendes a enfrentar Stanisic: "Todos os jogos são diferentes, contra a Colômbia tivemos momentos que nos ajudaram alinhar aspetos táticos e dar vantagens táticas em diferentes posições. O importante foi o que fizemos em situações difíceis a defender no último terço, com muita resiliência e agressividade. A equipa está bem preparada para a Croácia, já fizemos 3 jogos, fizemos ajustes, são muitos treinos juntos. A equipa tem muita força por representar Portugal. Temos força e preparação, amanhã temos de ter a coragem de acreditar. Não será o aspeto tático, isso ajuda, mas não serão problemas para o jogo de amanhã".
Autocrítica interna na fase de grupos: "Ter autocrítica é essencial, quando falo da força de grupo é isso, a atitude e o compromisso dos jogadores. Não procuram desculpas, procuramos alinhar aspetos. É diferente estar num clube com 60 treinos para preparar um jogo, aqui precisamos de atitude no balneário. Precisamos de começar o segundo Mundial bem e trilhar o caminho. Para nós, o barulho de fora é normal, há muita paixão em Portugal. O balneário está unido, agora precisamos de ganhar".
Promessa aos portugueses: "A opinião que há dúvidas sobre mim é uma opinião sua e subjetiva. Já falou com os 20 milhões de adeptos que temos? Posso dizer que temos muita força e os adeptos estão com a seleção. Claro que queremos estar sempre melhor. O que posso prometer aos portugueses é atitude, esforço e todos os valores do povo português que estão no balneário".
Numa entrevista em março disse que uma má prestação era não estar ao nível: "Terminámos agora o primeiro Mundial, amanhã começamos o segundo. Só quando terminar é que podemos avaliar. O que posso avaliar agora é o compromisso e atitude que são muito boas. O que temos agora são 21 jogadores com minutos no Mundial e os três jogos que tivemos deram uma preparação perfeita para o jogo de amanhã. Posso falar de um escritor espanhol, que dizia que o caminho faz-se caminhando e é exatamente isso que vamos fazer".
Rotação de jogadores, mas poucos minutos para os menos utilizados: "O papel do jogador da seleção é o orgulho de vestir a camisola. Os jogadores que não jogam querem jogar, quem joga 30 minutos, quer jogar mais, quem joga quer marcar mais. Essa é a mentalidade de um jogador da seleção. O nosso balneário tem muito profissionalismo para ajudar a equipa e todos eles estão preparados para ajudar. Não há muitas seleções que utilizaram 21 jogadores, é uma questão de números".
Defrontar Modric e duelo com Ronaldo: "Estamos a falar de jogadores que estão acima da opinião pública. A longevidade no jogo faz com que sejam especiais. O Modric continua a ser muito importante já com 40 anos, é o mesmo que o nosso capitão. A idade é um número. O Modric é um exemplo para milhões de jovens que adoram futebol. Modric e Ronaldo são ícones do futebol".
Passado recente da Croácia: "O trabalho recente da Croácia é um grande trabalho do seu treinador, o Zlatko (Dalic) tem mais de 100 jogos pela seleção, têm ideias muito claras, tem estado muito comprometida com casos com Kovacic, Modric, Gvardiol... Sabem como são, como jogam e têm isso muito claro. Há outro aspeto fora do tático, que é o aspeto competitivo, é um país com 4 milhões de pessoas que nascem com o futebol e o que fizeram em 2018 é um exemplo para toda a gente".
O que falta Portugal mostrar neste segundo Mundial: "Digo muito claramente que há dois Mundiais, o primeiro é para criar um ambiente competitivo, autocrítico e de força do grupo para tentar chegarmos ao segundo Mundial. É onde estamos, sinto os jogadores preparados. Não há um plano A e um plano B, há muitas situações preparadas, muitas opções, jogadores em grandes momentos e já utilizamos 21. Estamos num momento em que estamos preparados para sofrer, temos de ser humildes para não nos considerarmos favoritos - esses são quem já ganhou e esse é um aspeto psicológico que ajuda-te a pensar dessa forma. A nossa forma é humilde, mas com muita confiança para fazer as coisas bem. Temos que ajudar-nos nos momentos difíceis do jogo porque amanhã vai ser um jogo difícil".
Possível cruzamento com Espanha nos oitavos de final: "Isso não existe, só pensamos na Croácia, não dá para seguir as outras equipas. Temos de estar preparados e depois vemos com quem jogamos".
Tensão com a comunicação social portuguesa e como se sentiria se amanhã fosse o último jogo de Ronaldo: "O importante é o jogo, não é o que sente o selecionador ou o futuro de um jogador. Lutámos três anos e meio para chegar até aqui, tivemos momentos de muita emoção e o que se vive de portas para dentro é importante. O barulho de fora é normal porque há muita paixão na seleção, muita energia e opinião. Faz parte, não só desta, como de todas as seleções".
O que diria Roberto Martínez como comentador televisivo sobre o jogo de amanhã: "Para nós, é levar o jogo para onde queremos. A Croácia tem estilo semelhante ao nosso porque as duas equipas gostam de ter bola, de chegar à área e para defender também. A chave é essa, como é que podemos controlar esse aspeto. Mas já nos conhecemos bem, tivemos jogos muito competitivos na Liga das Nações e não há segredos".