Martinelli antes do jogo decisivo contra a Escócia: "Neymar voltou com muita vontade"
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"Acredito que correríamos mais 20 ou 30 metros para potenciar o Ney ou o Vini, seja quem for. Eu, pessoalmente, tento sempre dar o máximo. Se for preciso defender numa linha de cinco, faço-o pelo flanco", afirmou Martinelli, refletindo o espírito trabalhador que move a seleção na luta pelo seu sexto título mundial.
"Estamos a dar tudo, queremos vencer o Mundial e temos consciência da capacidade que possuímos", acrescentou.
O extremo do Arsenal não escondeu o entusiasmo pelo que viu nos treinos após a recuperação de Neymar. Para si, a dedicação do camisola 10 nos bastidores é contagiante.
"Sem dúvida, ele está num nível muito elevado. Neste momento, conseguimos ver a sua qualidade, é indescritível. Toda a gente conhece a qualidade que tem. Mas ver a intensidade com que voltou... percebemos que está com muita vontade. E estamos muito felizes por termos ao nosso lado a qualidade que ele traz", elogiou.
Sem pensar em Marrocos
Como Brasil joga contra a Escócia à mesma hora que Marrocos defronta o Haiti, a liderança do grupo poderá ser decidida pela diferença de golos.
Questionado se a equipa irá procurar informações em tempo real sobre o outro adversário, Martinelli foi categórico ao defender a concentração total apenas no desempenho brasileiro.
"Desde o início, o nosso primeiro objetivo é qualificarmo-nos como primeiros. Eu, pessoalmente, prefiro não saber nada sobre o outro jogo e focar-me apenas no nosso. Se dermos o nosso melhor em campo, as coisas vão correr bem", revelou o avançado, reforçando o desejo de permanecer na atual sede e aproveitar a infraestrutura logística conseguida pela seleção.
Em caso de terminar como segundo classificado do grupo, o Brasil terá de disputar o jogo da segunda fase em Monterrey, no México.