Liga dos Campeões: PSG tenta renovar troféu contra Arsenal sem subidas ao trono europeu
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Na Puskás Arena, palco da primeira final da principal competição europeia de clubes em solo húngaro, com início às 18:00 locais (17:00 em Lisboa), a equipa dos internacionais portugueses Nuno Mendes, João Neves, Vitinha e Gonçalo Ramos chega pela terceira vez à decisão, enquanto o conjunto londrino, o único sem derrotas na presente edição, não atingia este patamar há duas décadas.
O Arsenal perdeu de forma virada contra o FC Barcelona em 2005/06 (2-1), na sua estreia em finais, precisamente em Paris, sensação que o PSG viveu diante do Bayern Munique em 2019/20 (1-0), num encontro sem público no Estádio da Luz, em Lisboa, devido à pandemia de covid-19.
Os franceses sorriram na temporada passada, ao vencerem o Inter Milão (5-0), na maior goleada de sempre em finais, e mantiveram as bases em 2025/26, com exceção do guarda-redes Gianluigi Donnarumma, que se transferiu para o Manchester City e foi substituído maioritariamente por Matvey Safonov.
Nuno Mendes, João Neves e Vitinha são fundamentais para o treinador espanhol Luis Enrique, que continua a apostar em Gonçalo Ramos quase sempre a partir do banco e tentará fazer do PSG o primeiro clube a renovar o título depois dos espanhóis do Real Madrid, recordistas de troféus europeus (15) e com conquistas consecutivas de 2015/16 a 2017/18.
Nas 70 edições anteriores da prova, iniciada em 1955/56 como Taça dos Campeões e renomeada em 1992/93, apenas oito dos 24 vencedores venceram em épocas seguidas, incluindo o Benfica, em 1960/61 e 1961/62.
Segundo clube francês a ser campeão continental, após o Marselha, o PSG está a um golo de igualar o recorde numa edição (45), alcançado pelo FC Barcelona em 1999/00, com o avançado Khvicha Kvaratskhelia a ser o principal contribuidor, com 10 golos e seis assistências.
Na melhor fase desde que foram comprados pelo fundo de investimento Qatar Sports Investments em 2011, os parisienses, cujo conselheiro para o futebol é o português Luís Campos, procuram o quinto troféu esta temporada, após o primeiro pentacampeonato francês da sua história, a Supertaça gaulesa e êxitos inéditos na Supertaça Europeia e na Taça Intercontinental.
Pela frente está o Arsenal, que recuperou a Premier League após 22 anos, depois de três segundos lugares consecutivos, e pode ser o sétimo clube inglês a vencer a maior prova da UEFA – apenas Liverpool, Manchester United e Manchester City foram campeões nacionais e europeus na mesma época.
Sem perder na Champions desde que foi eliminado pelo PSG nas meias-finais de 2024/25 (derrotas por 1-0 fora e 2-1 em casa), o Arsenal já estabeleceu o recorde de partidas sem derrota numa edição (14) e tenta ser a 17.ª equipa a ser campeã continental com uma campanha invicta.
Implacáveis nas bolas paradas, os gunners não sofreram golos em nove dos 14 jogos europeus feitos esta temporada – o recorde da competição é de 10 – e terminaram a fase de liga em primeiro lugar com oito vitórias em oito jogos, algo nunca visto desde a mudança de formato, em 2024/25.
O dianteiro Gabriel Martinelli somou seis golos, contra cinco do colega de setor Viktor Gyökeres, uma das contratações mais sonantes no verão passado, quando saiu do Sporting depois de 97 golos em 102 jogos, tendo vencido duas edições da Liga e uma Taça de Portugal nas últimas duas temporadas.
Bayer Leverkusen, Sporting, melhor representante luso na prova, e Atlético de Madrid foram afastados na fase a eliminar pelo Arsenal, que é treinado há seis temporadas e meia pelo espanhol Mikel Arteta, ex-médio do clube, e tem no seu palmarés uma Taça das Cidades com Feiras (1969/70) e uma Taça dos Vencedores das Taças (1993/94), ambas extintas pela UEFA.
Antes da chegada de Luis Enrique, ex-colega de Arteta no FC Barcelona, uma Taça das Taças (1995/96) resumia o palmarés internacional do PSG, que não entrou diretamente nos oitavos, mas foi subindo de nível, ao eliminar nas fases seguintes Mónaco, o campeão mundial Chelsea, com quem perdeu na final do Mundial de clubes de 2025, Liverpool e Bayern Munique.
A primeira final da Taça ou Liga dos Campeões com dois treinadores do mesmo país a liderar clubes estrangeiros pode dar um sucesso inédito a Mikel Arteta ou o terceiro de Luis Enrique, que festejou pelo FC Barcelona em 2014/15 e persegue quatro colegas com mais de duas vitórias.
O alemão Daniel Siebert vai arbitrar a quarta decisão da competição entre clubes de capitais e a primeira entre equipas de França e Inglaterra nas provas masculinas da UEFA, que passa a ter um horário antecipado em relação a edições anteriores para melhorar a experiência no dia de jogo.
Paris Saint-Germain ou Arsenal vão defrontar os ingleses do Aston Villa, vencedores da Liga Europa, na Supertaça Europeia de 2026, acedendo ainda à final da próxima Taça Intercontinental e ao Mundial de clubes de 2029.