Liga dos Campeões: Inglaterra procura pela terceira vez o pleno de troféus europeus de clubes numa temporada

Liga dos Campeões: Inglaterra procura pela terceira vez o pleno de troféus europeus de clubes numa temporada

Acompanhe os acontecimentos do jogo

Depois das vitórias do Aston Villa e do Crystal Palace frente aos alemães do Friburgo (3-0) e aos espanhóis do Rayo Vallecano (1-0) nos encontros decisivos da Liga Europa e da Liga Conferência, segunda e terceira competições da UEFA, respetivamente, o Arsenal pode reforçar a supremacia do seu país em 2025/26, época em que venceu a Premier League após 22 anos.

O clube londrino, o único que ainda não perdeu na presente edição, não alcançava uma fase tão adiantada na principal prova europeia há 20 anos, quando foi derrotado de forma virada pelo FC Barcelona em 2005/06 (2-1), na sua primeira final, curiosamente nas proximidades de Paris, cidade natal do Paris Saint-Germain, onde jogam os portugueses Nuno Mendes, João Neves, Vitinha e Gonçalo Ramos.

Após eliminar o Sporting nos quartos de final, o Arsenal pode tornar-se no sétimo clube inglês a vencer a Liga dos Campeões, apenas Liverpool, Manchester United e Manchester City conquistaram os títulos nacional e europeu no mesmo ano, num grupo que inclui o Aston Villa, campeão em 1981/82 e de volta às conquistas internacionais esta época.

A formação de Birmingham venceu o Friburgo, que tinha eliminado o SC Braga nas meias-finais, no jogo decisivo da Liga Europa, disputado a 20 de maio, em Istambul, na Turquia, com tentos do belga Youri Tielemans, do argentino Emiliano Buendía e de Morgan Rogers.

Se o Aston Villa sucedeu ao Tottenham na lista de vencedores da Liga Europa, o Crystal Palace fez o mesmo na Liga Conferência diante dos também londrinos do Chelsea, campeões mundiais, depois de ter celebrado na quarta-feira um inédito título europeu contra o Rayo Vallecano, com um golo do francês Jean-Philippe Mateta, em Leipzig, na Alemanha.

Desta forma, o Arsenal fica em posição de concretizar o primeiro pleno de troféus europeus de um país desde a criação da Liga Conferência em 2021/22, sendo que, antes desta década, a Inglaterra venceu todas as competições continentais possíveis na mesma época em 1967/68 e 2018/19.

Naquelas alturas, a UEFA apenas organizava duas competições de clubes durante a época, com exceção da Supertaça Europeia, disputada habitualmente no período de pausa a partir dos anos 70 e numa base anual, entre os campeões continentais e os que possuíam a já extinta Taça dos Vencedores das Taças (até 1999), a Taça UEFA (de 2000 a 2009) ou a Liga Europa (desde 2010).

Em 1967/68, o Manchester United venceu a então chamada Taça dos Clubes Campeões Europeus contra o Benfica (4-1, após prolongamento), em Wembley, e o Leeds derrotou em duas mãos os húngaros do Ferencváros na final da Taça das Cidades com Feiras (1-0 em casa e 0-0 fora).

A Inglaterra voltaria a dominar 51 anos depois, em 2018/19, quando Liverpool e Chelsea venceram os seus compatriotas do Tottenham (1-0), em Madrid, e do Arsenal (4-1), em Baku, na Liga dos Campeões e na Liga Europa, respetivamente.

Esta proeza não é exclusiva da Inglaterra, pois a Espanha conseguiu plenos em 1957/58 e 1959/60, que incidiram na Taça dos Campeões e na Taça das Cidades com Feiras, e em 2005/06, 2013/14, 2014/15, 2015/16 e 2017/18, com êxitos na Liga dos Campeões e na Taça UEFA ou na Liga Europa.

A UEFA criou a Taça dos Campeões em 1955/56 e transformou-a na Liga dos Campeões a partir de 1992/93, enquanto a Taça das Cidades com Feiras existiu entre 1955/56 e 1970/71 e foi antecessora da Taça UEFA, iniciada em 1971/72 e rebatizada para Liga Europa desde 2009/10.

Antes do aparecimento da Liga Conferência, os clubes apurados para as competições europeias estavam repartidos por três frentes de 1960/61 a 1998/99, os anos de início e término da Taça das Taças.

Nesse contexto, a Itália alcançou um recorde de três vitórias em 1989/90, com o AC Milan a vencer o Benfica na Taça dos Campeões (1-0), a Sampdoria a derrotar os belgas do Anderlecht na Taça das Taças (2-0, após prolongamento) e a Juventus a triunfar sobre os compatriotas da Fiorentina na Taça UEFA (3-1 no total dos dois jogos).

O trio de títulos dos italianos está prestes a ser igualado pela Inglaterra, que não acaba uma época fora do primeiro lugar do ranking a cinco anos da UEFA desde 2017/18 e chega ao último encontro das competições europeias desta temporada com um recorde de 119,408 pontos.