Liga dos Campeões: Atlético de Madrid garante representatividade espanhola pela primeira vez
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A edição da Champions de 1997/98 marcou a estreia de Espanha com mais de um clube na prova. A mudança no formato permitiu que, além do campeão Real Madrid, o vice-campeão Barcelona entrasse na pré-eliminatória. Desde então até aos dias de hoje, em que a LaLiga pode regressar a cinco equipas no torneio, ocorreu uma evolução notável. Contudo, acabámos de presenciar um marco histórico: o Atlético de Madrid é o primeiro clube espanhol a avançar sozinho para a fase mais decisiva da competição.
Atribuímos este logro aos colchoneros, pois anteriormente o Valência alcançara a final em 2000/01; o Deportivo da Corunha fora semifinalista três anos mais tarde contra o FC Porto de Mourinho, vencedor; e o mesmo Valência repetira o feito na temporada 2006/07, sendo o único dos três representantes espanhóis a chegar aos quartos de final.
Porém, o Atlético de Madrid, que jogou as duas finais em Lisboa e Milão, nunca fora além do Real Madrid ou do Barcelona. Na realidade, esta edição trouxe algo sem precedentes: depois da saída dos merengues em Munique, pela primeira vez os dois gigantes espanhóis foram eliminados ao mesmo tempo nos quartos de final.
Ademais, a ausência de pelo menos um dos blaugrana ou dos merengues nas meias-finais é um caso infrequente na história da prova. Não se via desde 2019/20; e antes disso, desde 2007/08.
Desta forma, o Atlético de Madrid surge como uma ave rara a sustentar a bandeira nacional, na esperança de conquistar a sua primeira Champions. Não é coincidência que seja o único semifinalista que não comanda a sua liga. Para parafrasear o Cholo Simeone, esta Champions parece estar especialmente alinhada para o Atleti.
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