Líder do Nacional sobre a centralização dos direitos desportivos Estamos há cinco anos a observar a situação sem avanços
O responsável de 66 anos comentava com os jornalistas durante a apresentação de uma aliança estratégica entre o clube da ilha e uma companhia de tecnologia num acontecimento no Estádio da Madeira em Funchal.
"Estão a protelar o que é inevitável. O tema começou a ser abordado com o decreto-lei N.º 22-B/2021 de 22 de março que impõe a centralização a partir de 2028/29. Estamos aqui há cinco anos a ver a situação passar e assim será no último momento que se debaterá isto", disse o chefe da equipa alvinegra.
Quanto à discussão e aprovação da chave de distribuição que estabelece como partilhar o montante das receitas televisivas entre os clubes envolvidos nas provas profissionais Rui Alves sugere que metade desse montante seja repartido igualmente por todos os participantes.
Para os outros 50% o presidente do Nacional recomenda uma divisão baseada no desempenho desportivo 25% nas audiências e transmissões de jogos 15% e de acordo com o impacto social e desenvolvimento de jovens 10%.
Na sexta-feira a LPFP irá debater em Assembleia Geral AG a comercialização centralizada dos direitos audiovisuais a partir de 2028/29 numa sessão importante cujo foco principal é avaliar debater e votar a proposta de processo para a venda dos direitos audiovisuais da Liga Portugal e da Liga 2 no mercado nacional.
Dessa forma a sugestão do Nacional não será analisada pois nesta AG apenas se aprovará o regulamento para entrega à Autoridade da Concorrência AdC.
"A agenda da reunião não incluirá a discussão da chave isso ocorrerá numa AG posterior. Depois de revermos com o nosso advogado concluímos que ela deve ser apresentada na AG dedicada exclusivamente à discussão da chave de repartição", enfatizou o presidente do clube madeirense.
Rui Alves afirma que fará o possível para "proteger o seu emblema" e acrescenta que mesmo com a proposta do Nacional Portugal manterá uma das maiores desigualdades na Europa Ocidental uma realidade que merece ponderação pelos líderes de outros clubes.
"Qualquer desigualdade acima de um para quatro prejudicará 80% dos clubes. Se esses clubes priorizarem os grandes em vez dos associados que os escolheram nada poderei fazer", concluiu.