Libertadores: Flamengo encerra fase de grupos com vitória (3-0) no Maracanã
Flamengo 3-0 Cusco
O treinador Leonardo Jardim e a equipa, assobiados pela lentidão e pelo onze inicial escolhido para a partida que decidia a liderança geral, voltaram a conquistar os adeptos na fase final. A entrada dos titulares trouxe o sentido de urgência necessário e os golos que asseguraram a vitória e mantêm vivo o sonho da melhor campanha da competição.
Bruno Henrique teve de aparecer para livrar o Flamengo de um aperto em casa. Com dois golos na reta final, o ídolo abriu caminho para o triunfo do clube carioca, que ainda contou com Lucas Paquetá, de penálti, a fechar o marcador.
Com o bis, Bruno Henrique atingiu a marca de 24 golos com a camisola rubro-negra na história da Libertadores. O resultado alivia a pressão sobre o trabalho de Leonardo Jardim, mas algumas situações não passaram despercebidas diante das críticas.
Expulso pela terceira vez na temporada na derrota por 3-0 frente ao Palmeiras, no último fim de semana, Carrascal foi o principal alvo da fúria dos adeptos no Maracanã. Mesmo sem entrar em campo contra o Cusco, o colombiano ouviu fortes insultos dos rubro-negros enquanto aquecia, reforçando os indícios de um possível desejo de sair do clube.
O que precisa o Flamengo?
O Flamengo terminou a primeira fase na liderança do Grupo A, com 16 pontos, e agora faz contas para garantir a melhor campanha geral - feito que o clube não alcança há quatro décadas.
O Rubro-Negro disputa o topo com os argentinos Rosario Central e Independiente Rivadavia, que têm a mesma pontuação nos grupos H e C, respetivamente. Com os três golos marcados nesta terça-feira, o Flamengo chegou a 12 de saldo, enquanto o Rosario aparece com 9, e o Rivadavia vem logo a seguir, com 5.
Os dois rivais argentinos jogam esta quarta-feira em desafios fora de casa. O Rivadavia enfrenta o Bolívar, enquanto o Rosario visita o Independiente del Valle. Ou seja, é grande a possibilidade de o Flamengo atingir o objetivo.