Jogadores da Argentina criticados por exibirem faixa relacionada com a guerra das Malvinas
Recorde as incidências do encontro
O Código de Conduta dos Estádios da FIFA proíbe "faixas, bandeiras, panfletos, vestuário e outros objetos de natureza política, ofensiva e/ou discriminatória" dentro dos estádios.
O organismo que rege o futebol mundial não respondeu de imediato a um pedido de comentário. O ministro britânico dos negócios, Peter Kyle, afirmou que o incidente deve ser formalmente investigado, sublinhando que a política deve ser mantida separada do Mundial.
"Tenho muito orgulho da nossa equipa... da dignidade que demonstrou, e isso contrastou bastante com o que vimos da equipa argentina ontem à noite (quarta-feira)", disse Kyle à BBC Radio na quinta-feira. "Espero sinceramente que a FIFA faça uma investigação adequada sobre o sucedido".
A questão da soberania sobre as ilhas no Atlântico Sul, conhecidas pelos britânicos como Falklands e pelos argentinos como Malvinas, tem sido uma fonte de tensão duradoura nas relações entre os dois países.
Os dois países travaram um breve conflito pelas ilhas em 1982, no qual morreram 649 soldados argentinos e 255 combatentes britânicos. O Reino Unido manteve o controlo das ilhas e a grande maioria dos residentes afirmou querer continuar a fazer parte do Reino Unido.
Mas a Argentina defende há muito que herdou as ilhas de Espanha após a sua independência em 1816 e que o Reino Unido assumiu o controlo em 1833 através de um ato colonial ilegal.
Lisandro Martinez e Giovani Lo Celso ergueram a faixa, sorrindo, e acenaram aos adeptos nas bancadas. Não ficou claro de onde veio a faixa.
Não é a primeira vez que a questão das faixas políticas surge durante este Mundial. No mês passado, em Los Angeles, iraniano-americanos exibiram bandeiras pré-revolucionárias, símbolos de protesto contra o governo de Teerão, quando o Irão jogou. Esses jogos decorreram sem incidentes.