Itália desperta em fúria e desilusão após o horror da qualificação para o Mundial de 2026: "Vergonha intolerável"

Itália desperta em fúria e desilusão após o horror da qualificação para o Mundial de 2026: "Vergonha intolerável"

Reviva os momentos do encontro

"A praga do Mundial", anunciava a manchete do principal jornal italiano, Corriere della Sera, clamando por uma renovação num país que formou grandes craques, mas que só venceu uma partida na fase decisiva desde o quarto título, em 2006.

As capas da Gazzetta dello Sport e do Corriere dello Sport, os dois jornais desportivos mais lidos, proclamavam: "Todos ficamos por casa", aludindo a outro verão sem o torneio global.

Os fãs em Roma ficaram pasmados após a Itália sofrer uma eliminação por 4-1 nos penáltis frente à Bósnia, na terça-feira, depois de um empate 1-1, a terceira eliminação seguida nos playoffs, seguindo as quedas ante a Suécia e a Macedónia do Norte.

"Desde o apito inicial, nada fluiu. A formação estava fraca, atletas fora de ritmo entraram e atuaram sem critério... não tem lógica. Franamente, estou abalado", confidenciou Davide Caldaretta, que viu o jogo num café local.

A Azzurra alcançou a fase final do Mundial pela última vez em 2014, quando a Bósnia teve a sua única presença anterior. Desta feita, a seleção balcânica integra o Grupo B, ao lado de Canadá, Catar e Suíça.

Revolta generalizada

O tropeço gerou revolta por todo o território, com forças políticas a exigirem a saída do presidente da Federação Italiana de Futebol (FIGC), Gabriele Gravina.

"Trata-se de uma desonra inadmissível. O futebol da Itália requer uma reestruturação total, iniciando pela renúncia de Gabriele Gravina", postou no Instagram o Partido da Liga, aliado da coligação liderada pela primeira-ministra Giorgia Meloni.

Gravina afirmou que a análise do seu cargo ocorreria numa assembleia do conselho federal agendada para a próxima semana.

A Itália jogou com dez elementos a partir dos 42 minutos, quando Alessandro Bastoni recebeu vermelho por uma entrada atrasada, um momento decisivo, com os italianos ainda na frente.

"Estamos bastante irritados e dececionados. Mesmo na decepção, preservamos a fé. E é a terceira vez seguida", comentou Melanie Cardillo.