Herve Renard, novo selecionador da Tunísia: "Não sou nenhum feiticeiro"
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O francês de 57 anos foi chamado de urgência esta semana, depois de Sabri Lamouchi ter sido despedido na sequência da derrota por 5-1 frente à Suécia, no domingo.
Lamouchi é o primeiro selecionador na história do Mundial a ser despedido após apenas um jogo.
O experiente Hervé Renard teve apenas três dias com a sua nova equipa e, no domingo, terá pela frente uma tarefa complicada diante de uma talentosa seleção do Japão em Monterrey, no México.
Hervé Renard ganhou a alcunha de "feiticeiro" ou "mágico" devido ao seu longo percurso de sucesso no futebol e ao seu conhecimento tático.
Foi ele o responsável pela vitória por 2-1 frente aos futuros campeões Argentina no Mundial-2022, quando era selecionador da Arábia Saudita.
Quando lhe foi dito que a situação da Tunísia exigia algo especial da sua parte, Renard respondeu: "Amanhã temos de fazer um jogo coletivo perfeito. Encontrei um grupo de mente aberta, determinado, com espírito, querem a sua vingança."
"No que diz respeito ao jogo de amanhã, a determinação é fundamental. É fácil falar. Ouvi dizer que me chamaram feiticeiro. Não sou nenhum feiticeiro. No futebol, há muito trabalho envolvido", acrescentou.
Ao contrário do pesadelo da Tunísia no arranque do torneio, o Japão mostrou a sua qualidade ao empatar 2-2 com os Países Baixos.
Hervé Renard, que recusou revelar pormenores sobre a forma como poderá alinhar a sua equipa, afirmou que "temos de voltar ao básico e aos fundamentos".
"Ser rigorosos, disciplinados, jogar como um só, como uma equipa coletiva", disse, num apelo à união.
"Esta é a nossa única força amanhã", concluiu.