Granit Xhaka: emoção, força e comando na equipa nacional da Suíça

Granit Xhaka: emoção, força e comando na equipa nacional da Suíça

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Granit Xhaka combate, Xhaka avança, Xhaka resiste. Em campo, o médio de 33 anos surge como um lutador incansável. Contudo, ao evocar a sua juventude difícil, o líder da equipa suíça mostra o seu lado vulnerável. "Não se esquece nunca das raízes", declarou numa conversa para a televisão, secando as lágrimas que lhe molhavam o rosto.

Logo antes do embate com a Alemanha esta sexta-feira, na sua terra natal, Basileia, a jornada pessoal de Xhaka ganha destaque, graças à entrevista comovente e muito falada partilhada pelos canais da Premier League. Trata-se de um relato de origens humildes, de personalidade forte e de superação. E termina de forma positiva.

"Dado o esforço incansável dos meus pais para nos oferecerem o que precisávamos e para nos ajudarem a chegar onde estamos, o meu irmão e eu ficávamos frequentemente sozinhos durante horas a fio", explica Xhaka. Ele e os dois irmãos, com idades de quatro, cinco e seis anos, por vezes passavam até 18 horas sem companhia, e a ele foi entregue a chave da casa.

Os progenitores de Xhaka escaparam ao conflito no Kosovo. Ele nasceu na Suíça e progrediu, com dedicação, até ao mais alto nível. Xhaka formou-se nas equipas de formação do Basileia e depressa se afirmou como o elemento pensante do meio-campo, representando a seleção principal pela primeira vez aos 18 anos. "Se confiares em ti próprio e te esforçares com afinco, podes realizar os teus sonhos", partilha Xhaka.

O "talvez o maior jogador suíço de todos os tempos"

Com a camisola suíça, o médio do Sunderland é há anos uma figura central e guia em jogo. Com 143 jogos pela nação, Xhaka detém o registo de mais presenças internacionais pelo seu país. O jornal Neue Zürcher Zeitung descreveu o quatro vezes eleito melhor do ano como "talvez o maior jogador suíço de todos os tempos".

As suas conquistas mais notáveis (por enquanto) surgiram na Alemanha. Com o seu futebol directo e implacável, o médio defensivo foi essencial na época memorável do Bayer Leverkusen, que obteve o duplo título em 2024.

Embora Florian Wirtz, o criador de desequilíbrios, e o técnico Xabi Alonso dominassem as notícias, Xhaka era reconhecido como o motor do sector defensivo. A sua trajetória, que havia parado no Arsenal, reviveu.

Desde a chegada ao Bayer, Xhaka exibiu mais equilíbrio e precisão. Pai de três crianças, representa na seleção um pilar de firmeza e gestão, atuando como a extensão do treinador Murat Yakin no relvado.

Contudo, após a recente recuperação de um problema no tornozelo, participará mesmo no duelo contra a Alemanha? Yakin sublinha a importância do seu capitão tanto para esse jogo como para o da Noruega quatro dias mais tarde: "Porém o tempo de jogo dele será avaliado em breve."