Golo ao Sporting na Taça de Portugal foi o momento mais marcante da carreira de Stopira
“Já marquei muitos golos, mas este foi o mais marcante da minha carreira. O nível de responsabilidade que senti naquele instante, pois iria definir o destino do jogo... É o golo mais importante da minha trajetória”, afirmou em conversa com a Lusa.
O capitão do Torreense foi essencial para a conquista da Taça de Portugal. No dia 24, no Estádio Nacional, em Oeiras, o clube de Torres Vedras derrotou o favorito Sporting, por 2 a 1, após prolongamento, tornando se na primeira equipa do segundo escalão a vencer a prova rainha, um feito inédito nos 109 anos de história do clube da região Oeste.
Na final da 86.ª edição da competição, Kevin Zohi colocou a formação da segunda divisão na frente aos quatro minutos, resultado que Luis Suárez empatou aos 54, sem que houvesse vencedor ao fim do tempo regulamentar.
Assim, foi necessário recorrer ao prolongamento, onde se consumou o triunfo mais importante da história do clube do distrito de Lisboa, orientado por Luís Tralhão.
Aos 113 minutos, na sequência de uma grande penalidade que resultou na expulsão de Maxi Araújo, foi Stopira quem assumiu a responsabilidade com sucesso.
Sobre esse momento, e depois de revelar ter trocado algumas palavras com o guarda redes Rui Silva, Stopira admitiu que não estava nervoso.
“Muitas pessoas perguntaram isso, mas sinceramente não estava ansioso. Estava calmo porque sentia muita confiança, que era o nosso momento e a nossa oportunidade. Acabei por dizer aos meus colegas que eu próprio iria bater porque estava confiante. Assumi com toda a responsabilidade e sabia o peso que aquilo tinha naquele instante. Era a nossa hora”, destacou.
A confiança, assegurou também, já existia antes do jogo.
“Ainda antes do jogo, conversava com os meus colegas e dizia que a primeira coisa era acreditar que era possível. Só acreditando é que poderia tornar se real. Mesmo considerando o adversário, a força do Sporting, que é um dos três melhores de Portugal e uma das melhores equipas da Europa atualmente”, analisou.
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Mesmo assim, não havia nada a temer por parte da equipa de Torres Vedras.
“Confiei plenamente na minha equipa e sabíamos que tínhamos capacidade. A probabilidade não era elevada, mas acreditando, tornou se possível”, justificou o capitão, acrescentando que, ao longo do jogo, a equipa foi ganhando “cada vez mais” confiança.
E assim foi. Com a vitória sobre o Sporting, o Torreense, que já tinha eliminado o clube da primeira divisão Casa Pia no caminho, subiu os 104 degraus da famosa escadaria do Estádio Nacional para, juntamente com milhares de adeptos nas bancadas, erguer o segundo troféu mais importante do futebol português.
Para o Torreense, trata se do momento mais importante do seu historial, o que justifica a multidão que, ainda na noite do dia 24, saiu às ruas centrais da cidade e se reuniu junto à câmara municipal para aplaudir e homenagear uma equipa que escreveu a página mais bonita nos 109 anos de história do clube.