França ativa protocolo de distância para proteger Mbappé e difere do Brasil
A ausência do astro na coletiva oficial de imprensa gerou especulações e debates, mas o selecionador francês foi direto ao justificar a decisão. Além de poupar o capitão de uma "longa viagem" de ida e volta a Whippany, cidade de Nova Jersey onde a seleção francesa está a treinar, no antigo complexo de treinos do Red Bull New York, ele também quer evitar a exposição do atleta.
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O técnico francês chegou a pedir que a coletiva fosse realizada no próprio centro de treinos, mas não teve o pedido aceite pela FIFA. Na disputa, Deschamps encontrou-se com os jornalistas no palco da estreia mundialista, mas decidiu impedir a presença de Mbappé.
"O Kylian tem renome mundial, inclusive aqui nos Estados Unidos. Cabe a ele gerir isso. O meu principal objetivo é proteger os meus jogadores", afirmou Deschamps aos jornalistas presentes no MetLife Stadium.
"Eu também quero proteger o N'Golo, mas sei que ele acorda muito cedo. Com o calor intenso, estou a ser cuidadoso para proteger os meus jogadores", acrescentou o selecionador.
A justificação francesa, no entanto, parece bastante peculiar quando comparada à postura da Seleção Brasileira. Enfrentando uma logística similar dentro do estado de Nova Jersey, a comitiva do Brasil compareceu ao mesmo estádio na véspera do jogo contra Marrocos.
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França poupa, Brasil enfrenta a estrada
Enquanto a França optou por preservar Mbappé, o treinador Carlo Ancelotti e o avançado Vini Jr. não fugiram ao compromisso com a imprensa mundial. A dupla brasileira enfrentou o trânsito da região metropolitana de Nova Iorque para conceder a coletiva oficial de pré estreia no MetLife Stadium.
O esforço brasileiro chama a atenção precisamente pelos números. A Seleção Brasileira escolheu a pacata região de Basking Ridge para se hospedar e realiza os seus treinos na vizinha Morristown, localidades situadas no condado de Morris.
Em termos de distância, a logística do Brasil é mais exigente do que aquela que a comitiva francesa enfrentaria. O percurso francês (Whippany MetLife) é de cerca de 36 quilómetros (22 milhas) e pode ser feito em aproximadamente 35 minutos em condições ideais.
O percurso brasileiro (Basking Ridge MetLife) é uma viagem de aproximadamente 53 quilómetros (33 milhas). Sem trânsito, o trajeto leva cerca de 50 minutos, mas pode facilmente ultrapassar 1 hora e 20 minutos nas horas de ponta pelas autoestradas I-78 e I-95.
Caso o deslocamento fosse feito diretamente do campo de treinos da Seleção Brasileira em Morristown, a distância seria de 42 quilómetros (26 milhas).
Fator desgaste e a estratégia de cada seleção
Para Deschamps, interromper o protocolo de recuperação física pós treino e submeter Mbappé a um deslocamento que se poderia prolongar por duas horas na véspera do jogo foi considerado um risco desnecessário.
Do lado canarinho, a visão foi diferente. A presença de Ancelotti e Vini Jr. no palco do jogo foi vista como uma oportunidade de ambientação e uma demonstração de liderança.
Apontada como uma das grandes favoritas e finalista das últimas duas Copas, a França estreia esta terça feira, dia 16 de junho, contra o Senegal, às 16h (de Brasília).
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