"Foi o destino": Árbitro proibido de entrar nos EUA recebido como herói na Somália
Eleito em 2025 o melhor árbitro pela Confederação Africana de Futebol (CAF), Artan foi impedido de entrar nos Estados Unidos no sábado, ao aterrar no aeroporto internacional de Miami.
Um porta-voz do Departamento de Estado afirmou na terça-feira que Artan "é suspeito de estar ligado a supostos membros de organizações terroristas", o que "impede o viajante de ser admitido nos Estados Unidos".
A FIFA confirmou que ele não fará parte da equipa de árbitros do Mundial, que começa na quinta-feira (11).
Mais de 100 adeptos aguardavam do lado de fora da zona VIP do principal aeroporto da capital, acenando bandeiras do país, quando Artan chegou sob aplausos. O árbitro foi recebido pelo primeiro-ministro do país após sair do aeroporto.
"Estarei no próximo Campeonato do Mundo e continuarei a fazer a Somália orgulhar-se... Apesar do que me aconteceu, não estou desmotivado", declarou Artan à imprensa.
"O que aconteceu, aconteceu, e foi o destino. Estou grato pelo apoio que a FIFA me deu," contou Artan, que estava prestes a tornar-se o primeiro somali a arbitrar no principal evento do futebol mundial.
"Agora estou no meu país, e não há outro lugar onde queira estar", acrescentou.
O governo da Somália afirmou que tentou, sem sucesso, negociar com os EUA e a FIFA para que Artan pudesse entrar nos EUA e lamentou o sucedido.
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