Farioli e a sorte dos postes: "Talvez precisemos de ajustar a barra alguns centímetros"
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Prévia: "Trata-se de um exame à nossa maturidade. Enfrentamos um calendário denso, com apenas dois dias para nos prepararmos, ontem ao regressarmos concentramo-nos no Tondela, que mudou de técnico recentemente e analisámos os dois jogos mais recentes da formação. Também retrocedemos no tempo para observar o percurso do treinador na Polónia, onde realizou um trabalho notável, identificando padrões. No Tondela actualmente, dependendo das qualidades dos atletas, surgem elementos distintos que podem ocorrer, mas esforçamo-nos ao máximo na preparação. Estaremos equipados para entrar no jogo com vigor".
Entrar em campo logo após o dérbi lisboeta: "É uma partida de grande peso, sem dúvida. Por essa altura estaremos no vestiário a delinear a nossa estratégia, que é o essencial, sem nos deixarmos perturbar nem criar expectativas excessivas, pois ambas as formações aspiram ao ceptro. Aceitaremos o desfecho qual for de forma serena. O crucial reside no nosso desempenho e na maneira como encararmos a contenda".
Mensagens a Pietuszewski: "Ele aproximou-se de mim, desejou desculpar-se pelo cartão amarelo recebido por protestos. Foi impactado duas vezes na cabeça com a bola afastada, reagiu por instinto o que lhe valeu o aviso. Senti-me irritado por ele ter incorrido num castigo supérfluo e ele procurou-me para se desculpar, tal como sucedeu com Bednarek. É um atleta novo, o seu progresso nos derradeiros três meses e o crescendo da expectativa em torno dele... No embate com o Nottingham Forest, um repórter viajou da Polónia unicamente para o entrevistar, revelando o tipo de tensão que o envolve e cabe-nos a nós preservar a tranquilidade. Não devemos ignorar que se trata de um jovem em desenvolvimento".
Forma física de Martim Fernandes: "Amanhã não jogará. A entorse sofrida há umas jornadas foi séria, prossegue o trabalho com os serviços médicos, realiza três sessões diárias para se manter apto, mas ainda não se recompôs para competir".
Falta de precisão (22 tentos nos postes, o registo mais elevado da Liga): "Se me apresenta esse valor talvez tenhamos de deslocar ligeiramente a barra alguns centímetros, mas lamentavelmente tal não é viável. Inicialmente devemos gerar as chances para posicionar bem os nossos elementos e transformar essas situações em golos. A experiência da Liga Europa indicou-nos que o patamar de actuação que exibimos nos conferiu legitimidade para ambicionar. Justificávamo-nos para avançar à meia-final, porém os pormenores travaram-nos. Constitui uma aprendizagem, neste contexto a campanha continental demonstrou um nível elevado em todas as partidas desde o arranque até à conclusão. Infelizmente certos pormenores ditaram a nossa saída da prova".
Apoiar um triunfo do Benfica: "Já abordei o tema, para mim desde já até às 20:00 de domingo, é perda de tempo preocupar-me com o resultado dessa partida. Chegamos a meados de Abril em três frentes - até há poucos dias -, em posição favorável pois controlamos o nosso percurso. O resultado do Clássico não nos diz respeito, uma das duas equipas desacelerará, para nós importa preservarmos o ritmo. A nossa atenção deve centrar-se amanhã no relvado do Dragão. O que se passe noutro local não nos pode condicionar".
Tondela com um triunfo nos derradeiros 12 jogos: "Pela avaliação efectuada, visando compreender a identidade do técnico, não antecipamos uma formação recolhida à espera. Nos dois jogos precedentes houve instantes em que recuaram, mas notei uma equipa bastante combativa, com fases de marcação individual, perceptível no duelo com o Gil Vicente e o Vitória SC. Examinando o historial do treinador na Polónia, identificamos uma equipa que exerce pressão elevada para reconquistar a posse. Devemos preparar-nos para variadas formas de pressão e tácticas. Agora, após 45 encontros disputados, já nos deparamos com todas as variantes concebíveis. Importa estarmos presentes com a intensidade adequada com bola para magoar o oponente e iniciarmos com o impulso correcto. Amanhã deverá ser mais uma exibição onde a nossa mentalidade e essência se afirmem".
Alan Varela em áreas de golo: "Não sou partidário acérrimo de disparos longínquos, não por desagrado, mas por serem mais árduos de concretizar. Há excepções verdadeiras, dependendo das aptidões dos atletas no grupo. Referiu o Alan Varela, o Seko Fofana revela-se igualmente ameaçador próximo da baliza, bem como o Gabri Veiga. Se surgir abertura para um elemento com tal potencial... Frente ao Nottingham, o tiro do Alan constituiu uma escolha acertada, mas infelizmente embateu na barra. Não dedicamos muito treino a isso, trata-se mais da habilidade inata do jogador".
Ânimo do grupo: "O confronto com o Nottingham a começar com 11 e a prosseguir com 10, evidenciou que todos se encontram no pico para o sprint final da temporada. O conjunto está coeso, todos contribuem com apetite e atitude apropriados. Isso basta? Não inteiramente. Contudo se considerarmos as bases e probabilidades, o esforço dos últimos 10 meses posicionou-nos favoravelmente. Esta foi uma fase de reconstrução, mas graças ao empenho do clube fora do terreno e dos jogadores dentro dele, o avanço superou as expectativas gerais. Competimos por troféus, agora urge concluir a tarefa".
Encontros remanescentes frente a clubes pela salvação: "Os pontos valem presentemente o mesmo que em Setembro e Outubro. Existe esta noção instintiva de que adquirem maior valor pois o campeonato termina, mas na verdade a vitória mantém-se em três pontos. Relativamente ao Tondela, observando os números, são inferiores ao merecido. Os pontos previstos com base nas ocasiões geradas e permitidas, para além das prestações, colocariam o Tondela no 10.º ou 11.º posto. Isso ilustra o seu desempenho esta época, apesar dos resultados não o reflectirem. Nutrimos profundo respeito por eles, da nossa parte pretendemos abordar com a mentalidade e energia correctas".
Alterações no onze face ao Nottingham realçam a relevância do jogo com o Tondela: "Antes de mais, representa apreço pelos meus atletas. Há umas semanas, ao iniciarmos este ciclo de Taças e Liga, realizámos diversos jogos com oito ou nove alterações na formação titular. Podemos traçar um plano anual, mas sem maturidade e qualidade do elenco não se concretiza. Sinto-me afortunado por dispor de um núcleo que administra bem as provas, com grande consideração pela Liga, Liga Europa e Taça de Portugal. Isso facultou-me a opção tomada. Analisando os duelos com o Estugarda e o Nottingham Forest, todos demonstraram capacidade para rendimentos elevados ao serviço do FC Porto".