Família Glazer avalia venda de participação no Manchester United após 20 anos
Diversos membros da família multimilionária radicada nos Estados Unidos estão a considerar vender parte ou a totalidade das suas ações no clube da Premier League inglesa, segundo o relatório. As ações do clube listadas em Nova Iorque subiram 7% nas negociações após o fecho do mercado.
As discussões internas focaram-se inicialmente na venda de participações por alguns elementos da família, que agora tentam convencer outros a juntarem-se a eles, de acordo com o mesmo documento.
O Manchester United não respondeu de imediato ao pedido de comentário da Reuters, e não foi possível contactar a família Glazer prontamente.
Este relatório sobre as deliberações atuais surge mais de dois anos após a família ter vendido cerca de 29% da sua participação no clube ao presidente do Grupo INEOS, Jim Ratcliffe, dando ao multimilionário o controlo das operações de futebol.
A família Glazer, que ainda detém a maioria do clube, tem sido alvo de fortes críticas dos adeptos por endividar o clube, gastar em excesso em jogadores e adiar investimentos em infraestruturas.
Ratcliffe tomou medidas para recuperar o sucesso do United, incluindo cortes de postos de trabalho e aumento dos preços dos bilhetes.
Após dificuldades em replicar o sucesso que o clube alcançou dentro e fora do relvado sob o comando de Alex Ferguson, o terceiro lugar do United esta época sob o comando de Michael Carrick garantiu um lugar na Liga dos Campeões pela primeira vez em duas temporadas.
As ações do United fecharam a quarta-feira nos 21,11 dólares, avaliando o clube de Old Trafford em 3,64 mil milhões de dólares, segundo dados compilados pela LSEG.