Entrevista exclusiva com Danso, estrela da Áustria: "Não traçamos limites para o Mundial-2026"

Entrevista exclusiva com Danso, estrela da Áustria: "Não traçamos limites para o Mundial-2026"

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28 anos separavam a Áustria do regresso a um Mundial. Uma geração completa, a de Rangnick, Sabitzer e Danso, conseguiu finalmente trazer o país de volta ao maior palco. Faltam poucos dias para o início e o defesa do Tottenham enfrenta com serenidade o torneio mais importante da sua carreira. No seu interior, uma certeza: a Áustria não está aqui só para sobreviver.

Kevin, vai jogar um Mundial. Qual é a primeira sensação ao ouvir isso?

Orgulho imenso. Desde pequeno, o Mundial é o maior sonho. Dediquei a minha vida inteira para momentos como este. Hoje, sinto gratidão por todos que me apoiaram, mas também grande entusiasmo por representar a minha nação no maior palco do futebol.

A Áustria volta a um Mundial depois de 28 anos. Há uma excitação especial em torno desta geração?

Sim, sem dúvida. Temos consciência de que podemos marcar uma época no futebol austríaco. O entusiasmo é grande porque as pessoas percebem que este grupo tem algo único. Temos talento, mas o mais importante é a união e a mentalidade de equipa.

Acha que este Mundial surge no auge da sua carreira?

Acredito que sim. Passei por várias ligas e cada uma me fez crescer. Hoje estou mais completo, maduro e tranquilo. Confio nas minhas capacidades e na experiência que acumulei.

Considera-se um líder na equipa?

Não sou de falar por falar. Prefiro dar exemplo no quotidiano, no esforço e dentro de campo. Com a experiência, as responsabilidades vêm naturalmente. Se puder ajudar os mais novos ou dar estabilidade, faço-o de bom grado.

Qual é a identidade atual da seleção austríaca?

A nossa identidade baseia-se na intensidade, na coragem e na disciplina coletiva. Somos uma equipa que se sacrifica pelos colegas. Ninguém está acima do grupo. Queremos ser agressivos de forma positiva, pressionar alto, jogar com energia e ditar o ritmo.

O que mudou com a vinda de Ralf Rangnick?

Trouxe uma filosofia nítida. Cada atleta sabe o que tem de fazer. Deu-nos uma identidade sólida e uma ambição enorme. Desafia-nos sempre a sair da zona de conforto e a acreditar que podemos rivalizar com as melhores equipas.

Como descreve o seu estilo de jogo?

Gosto de defender projetado para a frente. Sou um jogador que adora duelos, proteger a equipa e impor força física. Mas o futebol atual pede calma com a bola e boas escolhas. Assim, tento combinar agressividade, inteligência defensiva e qualidade na construção.

O que seria um Mundial de sucesso para a Áustria?

O primeiro passo é ultrapassar a fase de grupos, mas não impomos limites. Num torneio assim, tudo é viável quando a equipa é unida e ambiciosa. Respeitamos todos os adversários, mas vamos com o objetivo de conseguir algo memorável para a Áustria.