Mundial 2026: De contestado a ídolo, a trajetória argentina de Messi em 200 jogos

Mundial 2026: De contestado a ídolo, a trajetória argentina de Messi em 200 jogos

Acompanhe os momentos do encontro

Apesar dos títulos que acumulava sem parar no FC Barcelona e dos que sempre lhe escapavam na albiceleste, foi muito criticado, por vezes de forma cruel, e chegou a anunciar a despedida depois de uma quarta final perdida consecutiva.

Há 10 anos, após perder a segunda final consecutiva da Copa América para o Chile nos penáltis (2015 e 2016), que se seguiu ao fracasso na final do Mundial de 2014, sem esquecer a da Copa América de 2007, Messi renunciou, mas só de boca para fora.

“São quatro finais que me toca perder, três seguidas, é uma pena. Tentei, era o que mais queria. É muito difícil, e o que pensei no balneário é que já está, que terminei para a seleção, é uma tristeza enorme o que nos voltou a acontecer. Calhou-me falhar o penálti, que era importantíssimo”, afirmou.

Messi acabava de ver o sonho desabar mais uma vez, com um penálti falhado no desempate, mas depois, já mais calmo, decidiu que não ia desistir, que ia tentar novamente, e mais outra vez, fazer tudo pelo sonho de conquistar algo pela Argentina.

A sua resiliência acabou por dar frutos e de que maneira, mas desde essa noite amarga no Chile em 2016, ainda teve de esperar mais de cinco anos pela redenção, pela primeira alegria, que chegou em 10 de julho de 2021.

No Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, com muito poucos espectadores devido à pandemia de covid-19, a Argentina venceu finalmente um título na era Messi, ao conquistar a Copa América, com uma vitória na final por 1-0 frente ao anfitrião Brasil.

Um golo do inevitável Ángel Di María selou o triunfo argentino, num jogo que teve um final que diz tudo: Messi de joelhos no relvado, em lágrimas, desta vez de alegria, e todos os jogadores à sua volta. Era o seu 151.º jogo pela Argentina.

Messi, que quando mais novo tinha ajudado o seu país a vencer o Mundial de sub-20 (2005) e a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos (2008), podia finalmente respirar de alívio, com o seu primeiro título pela principal seleção argentina.

Foi o primeiro de uma série que ainda não parou, sendo que no ano seguinte, em 2022, o 10 tocou o céu, ao levar a Argentina à vitória no Mundial do Qatar, onde brilhou intensamente, somando sete golos e três assistências.

Antes, já tinha levantado em junho de 2022 a Finalíssima, após um claro 3-0 à Itália, em Wembley, e depois, em 2024, voltou a conquistar a Copa América.

A Argentina entra assim no Mundial de 2026 como campeã mundial em título, bicampeã sul-americana e também detentora da Finalíssima, e com Messi como líder incontestável e incontestado de uma seleção candidata a revalidar o cetro.

Mais do que de recordes, o 10 vai em busca na América de um segundo cetro mundial, chegando à estreia, com a Argélia, em Kansas City, com 199 jogos disputados pela albiceleste, nos quais somou 117 golos e 62 assistências.

Na véspera do jogo 200, numa aventura iniciada em 17 de agosto de 2005 com uma expulsão frente à Hungria, mal entrou, ainda com 18 anos, soma 127 vitórias, 43 empates e 29 derrotas e, mais importante, quatro títulos.