Entrevista exclusiva a Cabaye: PSG tem potencial para influenciar o legado da sua era na Youth League

Entrevista exclusiva a Cabaye: PSG tem potencial para influenciar o legado da sua era na Youth League

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Antes de mais, obrigado ao PSG por permitir o acesso ao centro de treinos aos jornalistas antes desta meia-final da Youth League contra o Real Madrid. Qual a sua visão sobre a progressão geral e a exposição concedida a estes talentos?

É essencial destacar o esforço desenvolvido. Muita atenção recai sobre os atletas, o que é compreensível, mas existe uma equipa completa envolvida: técnica, médica, escolar e formativa. Todas estas áreas merecem reconhecimento. A minha função é assegurar que todos se sintam motivados, unidos e alinhados, para que o centro das atenções permaneça nos jogadores.

Esta meia-final da Youth League representa um marco significativo. Como a aborda?

Sim, trata-se de um momento especial, mas não deve gerar ansiedade nem ser visto como um objetivo absoluto. Acima de tudo, serve como chance para comparar com outras academias de elite, identificar o nosso estágio atual e verificar se esta fornada de jovens tem capacidade para atingir o topo.

A sua alegria actual prende-se mais com o caminho percorrido do que com o desfecho?

Precisamente. Valorizo o trajecto e os meses de dedicação. Estamos nas meias-finais da Youth League, mas também nas meias-finais da Gambardella, e em boa posição nos campeonatos de sub-19 e sub-17. Trata-se de um projecto construído ao longo de múltiplas temporadas, com o objectivo de progredir anualmente. Neste momento, sentimos um orgulho genuíno.

Transmite uma energia muito positiva nesta fase final da temporada...

Sim, acredito nos atletas e no staff técnico. A minha responsabilidade é certificar-me de que todos estejam bem, participativos e energizados para perseguir uma conquista ambiciosa.

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Décadas após a última final, há algum significado simbólico particular?

É possível identificar vários símbolos. Há uma atmosfera de dinamismo e standards elevados no clube. Os jovens não se devem auto limitar. Com esforço e persistência, podem aspirar ao nível máximo e deixar uma marca na história da sua geração.

Observa-os diariamente, e pensa que muitos integrarão o plantel principal?

É um objectivo, mas é importante ser realista: nem todos o conseguirão. Esta temporada, vários talentos tiveram chances, o que demonstra a existência de uma ligação sólida. Contudo, nada está assegurado. É necessário demonstrar qualidade, esforçar-se e ganhar cada oportunidade.

Como preserva este patamar de rigor nos jovens?

Compete-nos manter a pressão, a determinação e a exigência. Para obter resultados, há que investir no trabalho. Não existem fórmulas mágicas.

No horizonte, poderemos ver uma equipa do PSG com maior presença de elementos da formação?

Tudo é viável. Deve servir como incentivo constante. O foco é preparar atletas para o primeiro escalão. Em seguida, caberá à direcção decidir. Actualmente, há uma valorização clara dos jovens, o que facilita o acesso. Cabe-nos manter a modéstia e prosseguir o esforço.