Congresso da FIFA em Vancouver inicia sem o Irão e com duvidas sobre o Mundial de 2026
Restam 42 dias para o inicio do grande torneio nos Estados Unidos, México e Canadá, e Gianni Infantino, presidente da FIFA, enfrenta crescente pressão quanto ao caso do Irão. De acordo com um comunicado da federação iraniana, mencionado por diversos media locais, ocorreu uma ofensa de um agente policial no aeroporto à chegada. Por isso, a delegação cancelou a participação no congresso em Vancouver e partiu imediatamente de volta.
O presidente da federação, o secretário-geral e o seu adjunto voltaram à Turquia no primeiro voo possivel devido ao comportamento inadequado dos funcionarios da imigração no aeroporto e à ofensa contra um dos membros mais respeitados das forças armadas iranianas, indicou o comunicado.
Segundo a imprensa, Taj foi barrado de entrar no país na quarta-feira, mesmo com um visto valido.
Posição de Trump sobre a participação do Irão permanece incerta
O presidente da federação, que em dezembro anterior nao obteve visto para os Estados Unidos no sorteio do Mundial em Washington, tem ligações passadas aos serviços secretos da Guarda Revolucionária iraniana. Desde 2024, o Canadá considera esta organização como terrorista. A entidade Immigration, Refugees and Citizenship Canada (IRCC) disse à AFP que, por motivos de privacidade, nao comenta casos individuais, mas enfatizou: Membros da Guarda Revolucionária nao podem entrar no Canadá.
Infantino evitou recentemente responder sobre a presença do Irão no Mundial, apesar do conflito no Médio Oriente. O influente líder da FIFA assegurou que a equipa participará sem duvida alguma.
A seleção iraniana qualificou-se desportivamente e jogará os seus jogos nos Estados Unidos, como previsto. O presidente dos EUA, Donald Trump, mudou varias vezes a sua opinião sobre o assunto. O secretário de Estado, Marco Rubio, declarou recentemente que os jogadores são bem-vindos nos Estados Unidos.
Ainda assim, ha possiveis restrições para acompanhantes com conexões à Guarda Revolucionária iraniana, vista como organização terrorista pelos Estados Unidos e outros paises.
Pode ser que nao os deixemos entrar, mas isso nao afeta os jogadores, esclareceu Rubio. Dentre os acompanhantes, deve estar o presidente da federação, Taj, que tambem foi impedido de entrar no Canadá para o congresso.
Com o Mundial à vista, as federações membros da FIFA contavam com respostas de Infantino no congresso em Vancouver. É esperado, disse o presidente da federação alemã, Bernd Neuendorf, à SID, que, perto do inicio do Mundial, se aborde novamente temas de impacto internacional.
E, sobretudo, continua aberta, nao só apos este incidente recente, a duvida sobre a participação do Irão no Mundial de 2026.