Com limite de 12 partidas, Brasileirão apresenta vasta lista de jogadores negociáveis
O panorama alterou-se esta temporada devido à modificação no regulamento do Brasileirão, que duplicou o teto de seis para 12 jogos para possibilitar a transferência interna de um atleta. Esta alteração foi aplicada pela CBF com o intuito de salvaguardar clubes e jogadores face ao calendário invulgar de 2026, que teve início precoce em janeiro.
Com o formato anterior, o limite de partidas era rapidamente atingido em pouco mais de um mês, bloqueando negociações e deixando atletas sem utilização nos planteis; agora, a lista de opções no mercado nacional continua alargada mesmo após já se terem disputado 18 jornadas.
Entre os principais destaques que ainda se encontram abaixo da marca de 13 jogos figuram estrelas e nomes convocados para o Mundial, como Neymar, Giorgian De Arrascaeta e Danilo Santos. Para além do aspeto estatístico, a situação de mercado e a falta de espaço nas atuais equipas técnicas podem acelerar a mudança de ares de alguns jogadores.
Casos notáveis incluem o extremo Everton Cebolinha, atualmente suplente no Flamengo, e o avançado Germán Cano, que atravessa um cenário de poucos minutos no Fluminense.
A estratégia de bastidores também entrou em ação nas últimas semanas, com jogadores a ser poupados pelas direções para não ultrapassarem o limite de 12 partidas. Nomes como Danilo, do Botafogo, e Ganso, do Fluminense, não foram utilizados recentemente para preservar as suas condições de transferência.
Hulk aproveitou esta brecha regulamentar ainda antes da pausa, deixando de ser convocado pelo Atlético-MG para concretizar a sua mudança definitiva para as Laranjeiras.
A segunda janela de transferências do futebol brasileiro estará aberta entre 20 de julho e 11 de setembro, permitindo que os novos reforços façam a estreia imediatamente na 19.ª jornada do campeonato, marcada para 22 de julho.
Destaques com menos de 13 jogos na Série A:
- Athletico-PR: Carlos Terán (12); Jádson (12), Léo Derik (10), João Cruz (12) e Bruninho (9);
- Atlético-MG: Júnior Alonso (10), Vitor Hugo (6), Lyanco (7), Gustavo Scarpa (10) e Dudu (12);
- Bahia: João Paulo (2), Michel Araujo (12), Iago Borduchi (3), Gilberto (7) e Kanu (3);
- Botafogo: Danilo (12), Ferraresi (12), Neto (10), Bastos (6) e Mateo Ponte (8);
- Bragantino: Tiago Volpi (11), Pedro Henrique (11), Matheus Fernandes (11), Cleiton (7) e Eric Ramires (10);
- Chapecoense: Walter Clar (10), Ênio (9), Giovanni Augusto (10) e Neto Pessoa (8);
- Corinthians: André Ramalho (6), Memphis Depay (8), Jesse Lingard (9), Vitinho (8) e Pedro Raul (8);
- Coritiba: Tinga (11), Willian Oliveira (10), Thiago Santos (11), Rodrigo Moledo (2) e Keno (4);
- Cruzeiro: Lucas Romero (12), Jonathan Jesus (10), Fagner (12), Kaio Jorge (12) e Luis Sinisterra (6);
- Flamengo: Saúl (6), Arrascaeta (10), Luiz Araújo (11), Cebolinha (9) e Wallace Yan (6);
- Fluminense: Igor Rabello (0), Otávio (5), Riquelme Felipe (3), Samuel Xavier (12) e Cano (4);
- Grêmio: Arthur (10), Wagner Leonardo (9), Willian (8), Braithwaite (11) e Marcos Rocha (4);
- Internacional: Sergio Rochet (11), Gabriel Mercado (11), Bruno Tabata (8), Juninho (3) e Thiago Maia (10);
- Mirassol: Negueba (9), Neto Moura (11), Eduardo (10), Carlos Eduardo (9) e Tiquinho Soares (7);
- Palmeiras: Emiliano Martínez (6), Luighi (7), Benedetti (2), Jefté (7) e Bruno Fuchs (7);
- Remo: Vitor Bueno (11), Kayky Almeida (7), Patrick de Paula (7), Gabriel Taliari (6) e Gabriel Poveda (9);
- Santos: Lucas Veríssimo (11), Gabriel Barbosa (12), Neymar (8), Gabriel Menino (8) e Zé Rafael (5);
- São Paulo: Marcos Antônio (12), Artur (10), Lucas Moura (8), Arboleda (6) e Dória (4);
- Vasco: Pumita Rodríguez (12), Paulo Henrique (12), Cuiabano (11), Hugo Moura (11) e Claudio Spinelli (12);
- Vitória: Gabriel Vasconcelos (4), Aitor Cantalapiedra (8), Fabri (8), Neris (4) e Ronald Lopes (7).