Carlos Vicens e o rumor do Benfica: "Ignoramos porque temos muito trabalho no dia a dia"

Carlos Vicens e o rumor do Benfica: "Ignoramos porque temos muito trabalho no dia a dia"

O que mais o satisfez esta temporada? "O aspeto que mais me agradou foi ver a evolução do grupo. Iniciámos com uma nova equipa técnica, que nunca tinha colaborado antes, e num país distinto. Trouxemos algumas ideias, mas há sempre um processo de adaptação e de tentativa para comunicar a nossa visão. A partir de outubro, aproximadamente, a equipa já tinha uma noção clara de como atuar e notou-se uma melhoria significativa, com uma identidade de jogo já consolidada. No fim, os resultados podem pender para qualquer lado, e percebemos que há pressão para vencer todos os jogos."

Percurso na Liga Europa: "À medida que superávamos eliminatórias na Liga Europa, apercebíamo-nos de que o clube tinha alcançado uma final há 15 anos e que apenas nessa altura tinha ido além dos quartos de final. Tínhamos noção de como encarar os jogos, o objetivo era passar as eliminatórias e, simultaneamente, assegurar o quarto lugar na Primeira Liga. A equipa tinha clara a forma como jogávamos e como nos deveríamos comportar. Isso possibilitou-nos enfrentar estes meses intensos em boas condições, apesar de ausências significativas de jogadores que não puderam participar em jogos importantes. Isso confere-nos alguma tranquilidade. Há sempre tensão competitiva, jogos de alto nível, mas havia serenidade relativamente à forma como o SC Braga se apresentava nos jogos."

Potencial substituto de José Mourinho no Benfica: "Tenho-me mantido bastante alheio aos rumores, tivemos objetivos importantes em disputa até ao fim. Este género de situações ignora-se porque há muito trabalho no quotidiano, muitas áreas em que nos temos de concentrar. Focámo-nos em realizar o melhor trabalho possível com o SC Braga e agora, em conjunto com o departamento de scouting e o presidente, procurar as peças que nos fazem falta."

Partida de Guardiola do Manchester City: "Tive a honra de presenciar a despedida no passado domingo; sobretudo, espero que consiga usufruir do seu tempo livre, algo que nestas épocas quase não teve. Acima de tudo, agradeço-lhe pelo apoio e por tudo o que realizou nestes anos no futebol. Não creio que vá treinar agora; tudo ocorre muito depressa, foram dez anos ininterruptos, com muitos jogos e muita pressão competitiva. Quando olhamos para trás, pensamos: uau, dez anos. Agora é hora de descansar."