Campeonato: Middlesbrough enfrenta Hull em Wembley por promoção manchada por caso de espionagem

Campeonato: Middlesbrough enfrenta Hull em Wembley por promoção manchada por caso de espionagem

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Os Saints foram excluídos da final do play-off do Championship esta semana, após admitirem ter espionado treinos de adversários, com o Middlesbrough, derrotado nas meias-finais, a ser reintegrado.

O Boro acusou o Southampton de os ter espionado antes do primeiro jogo das meias-finais do play-off, no início deste mês. Mais tarde, surgiu uma fotografia de um homem atrás de uma árvore, aparentemente a filmar com um telemóvel.

A Football League (EFL) afirmou que o Southampton foi banido após admitir "múltiplas violações dos regulamentos da EFL relacionadas com a gravação não autorizada de treinos de outros clubes".

Os Saints também admitiram ter espionado o Oxford e o Ipswich mais cedo na temporada, sendo penalizados com uma dedução de quatro pontos para a próxima época no segundo escalão inglês.

O treinador do Middlesbrough, Kim Hellberg, afirmou na conferência de imprensa de pré-jogo, esta quinta-feira, que o escândalo de espionagem teve impacto.

Questionado sobre os seus sonhos de vitória, respondeu: "Não durmo. Acho que não durmo há uma semana e meia, por isso não há sonhos. Espero conseguir dormir bem hoje e, então, amanhã conto-lhe os sonhos."

O treinador do Hull, Sergej Jakirovic, disse à BBC que a sua equipa foi "dano colateral" neste caso.

Disse aos jornalistas que o Southampton "ultrapassou o limite", mas questionou que benefício poderiam ter retirado disso. Jakirovic esteve à espera de saber quem seriam os adversários da sua equipa devido aos processos legais.

"Quando vocês (os jornalistas) me falaram do 'spygate' depois do primeiro jogo (das meias-finais contra o Millwall), comecei a rir-me, porque para quê (fazer isso)? Eu sei tudo sobre todas as equipas, e esta é a minha primeira época aqui, conheço todos os jogadores, mas esse é o meu trabalho."

Prémio financeiro

Os especialistas em finanças no futebol da Deloitte afirmaram que a equipa que subir à Premier League, juntando-se a Coventry e ao Ipswich, já promovidos, poderá arrecadar pelo menos 237 milhões de euros nos próximos três anos.

Esse valor pode chegar aos 423 milhões de euros se o clube garantir a permanência na Premier League após a primeira época.

Os números têm em conta os aumentos previstos nas receitas de bilheteira, transmissões televisivas e comerciais.

"Independentemente do que aconteceu nas últimas semanas, este jogo é sempre um dos mais aguardados do calendário futebolístico, representando o maior prémio financeiro do futebol mundial", afirmou Tim Bridge, sócio principal do Sports Business Group da Deloitte.

Hull e Middlesbrough foram ambos despromovidos da Premier League em 2017.

O recurso do Southampton contra a expulsão foi rejeitado na quarta-feira, com o Boro, derrotado por 2-1 no total das meias-finais, a substituir os Saints.

O diretor executivo do Southampton, Phil Parsons, considerou as sanções impostas "manifestamente desproporcionadas".

O Jogador do Ano do clube, Leo Scienza, descreveu o castigo como "devastador" e afirmou que os adeptos "mereciam claramente melhor".

"Para mim, o sonho de jogar na Premier League foi algo pelo qual lutei com tudo o que tinha", escreveu no Instagram: "Por isso é que esta dor é tão profunda."

O futuro de Tonda Eckert como treinador do Southampton está agora seriamente em dúvida, enquanto há relatos de que os jogadores ponderam avançar com ações legais contra o clube.

A Federação Inglesa de Futebol anunciou estar a investigar o Southampton e a ponderar se deve avançar com acusações.