Mundial-2026: Campeã Argentina e Marrocos contra a Europa
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Nos oitavos, os vencedores das duas últimas edições da Copa América e os finalistas vencidos da derradeira CAN (Taça Africana das Nações), não tiveram pela frente formações do velho continente, eliminando Egito e Canadá, respetivamente.
Argentina e Marrocos vão ter a companhia de três campeões mundiais, a vice-campeã em título França (1998 e 2018), a Espanha (2010), carrasca de Portugal, e a Inglaterra (1966), e ainda a Bélgica, que ultrapassou a batota dos Estados Unidos, num caso Balogun que não será esquecido, a Noruega e a Suíça.
A única seleção a jogar em casa é agora a Argentina, sendo que, nas anteriores oito edições na América, entre países da CONMEBOL e da CONCACAF, isso só tinha acontecido em 1994, quando o Brasil esteve nos quartos com sete formações europeias.
Nessa edição, a primeira nos Estados Unidos, os brasileiros acabaram por ganhar, superando os Países Baixos, nos quartos de final, a Suécia, nas meias-finais, e a Itália, na final, num embate decidido nos penáltis (3-2), após 120 minutos sem golos.
A Argentina defrontará nos quartos a Suíça, no que será a reedição dos oitavos de 2014, num jogo que os sul-americanos venceram por 1-0, após prolongamento, graças a um golo de Ángel Di María, servido por Lionel Messi, aos 118 minutos.
Depois de dois sofridos triunfos por 3-2, face a Cabo Verde, afastado apenas no prolongamento, e Egito, que vencia por 2-0 aos 78 minutos, a Argentina vai defrontar o segundo conjunto europeu na presente edição, após o 2-0 à Áustria, na fase de grupos.
Lionel Messi, autor de oito golos e uma assistência, e que já vai em nove jogos consecutivos a marcar em encontros do Mundial, desde os oitavos de 2022, tem sido a grande figura da Argentina e da 23.ª edição da prova.
Os sul-americanos não estão, como o Brasil em 1994, sozinhos no confronto com os conjuntos europeus, uma vez que têm a companhia de Marrocos, a grande sensação da edição de 2022, ao ser a primeira africana a atingir as meias-finais.
A formação magrebina pode agora repetir a proeza, mas, para isso, tem de vencer a França, que continua a ser apontada como a principal candidata ao título, mesmo depois das imensas dificuldades para ultrapassar o Paraguai (1-0).
Com exceção para o jogo dos oitavos, os gauleses mostraram um imparável futebol ofensivo, alicerçado em Kylian Mbappé (sete golos), Michael Olise (cinco assistências) e Ousmane Dembélé (quatro golos), mais Bradley Barcola ou Désiré Doué.
Os restantes confrontos dos quartos são 100% europeus, com muitas atenções centradas no embate entre a Noruega, de Erling Haaland (sete golos), e a Inglaterra, de Harry Kane (seis).
Os nórdicos, que nunca tinham chegado aos quartos, afastaram nos oitavos o Brasil, num 2-1 selado com bis de Haaland, assistido pelo benfiquista Andreas Schjelderup, enquanto os três leões superaram o melhor dos coanfitriões, o México, com um sofrido triunfo por 3-2.
Quanto ao outro encontro, opõe a Espanha, algoz de Portugal nos oitavos, com um triunfo por 1-0, selado por Mikel Merino, à Bélgica, que bateu por 4-1 os Estados Unidos, num jogo muito polémico, depois de a FIFA ter, inexplicavelmente, ou talvez não, despenalizado o anfitrião Folarin Balogun.
Os espanhóis, detentores do cetro europeu, procuram repetir o título de 2010, enquanto os belgas querem replicar as presenças nas meias-finais de 1986 e, mais recentemente, de 2018.
Os quartos arrancam na quinta-feira, com o França-Marrocos, prosseguem na sexta-feira, com o Espanha-Bélgica, e fecham no sábado, com os embates Noruega-Inglaterra e Argentina Suíça.