Árbitro somali impedido de entrar nos Estados Unidos para arbitrar no Mundial
Não se sabe ao certo por que Artan foi impedido de entrar nos Estados Unidos no Aeroporto Internacional de Miami, mas o país africano consta na lista de restrições de viagem imposta pelo governo do presidente Donald Trump.
"Omar Artan é um dos árbitros mais respeitados de África e merece o apoio de toda a comunidade do futebol," afirmou à agência AFP o conselheiro do ministério e ex-capitão da seleção somali Ciise Aden Abshir.
Segundo Abshir, Artan tinha um visto válido para os Estados Unidos. Ele regressou a Istambul, onde se encontra hospedado.
"Impedir a sua entrada nos Estados Unidos e não lhe permitir arbitrar as partidas programadas prejudica não só a sua pessoa, mas também enfraquece o compromisso do futebol com a justiça, o mérito e o espírito do fair play," acrescentou Abshir.
Integrado no grupo de 52 árbitros que deveriam estar no Mundial de 2026, Artan tem arbitrado no campeonato somali desde que se tornou árbitro FIFA em 2018.
Também arbitrou a final da Taça das Nações Africanas de 2023, na Argélia, e em 2025 foi eleito pela Confederação Africana de Futebol como o árbitro do ano no futebol masculino.
O presidente da Somália, Hassan Sheikh Mohamud, elogiou Artan em abril, depois de ele ter feito história ao ser o primeiro somali selecionado para arbitrar uma final do Mundial.
"Reconheço o esforço, o profissionalismo e a integridade demonstrados pelo árbitro Omar, que se tornou um símbolo de inspiração para a nova geração de somalis," declarou Mohamud.